Headhunter: Caçador de Talentos

Viviane Macedo

Com certeza você já ouviu falar em headhunter, mas você sabe, realmente, o que esse profissional faz?

Se traduzirmos literalmente, headhunter significa “caçador de cabeças”. Mas, na verdade, ele é muito mais que isso. Podemos dizer que headhunter é um caçador de talentos, ou especialista em recrutamento. Ele parte em busca de grandes potenciais, a fim de encontrar a pessoa certa para ocupar um importante cargo na empresa que contratou seus serviços. Geralmente, essa empresa precisa que a contratação seja rápida e sigilosa.

COMO ACONTECE

Muitas empresas, quando precisam buscar um talento específico, que vá ocupar um cargo de importância estratégica, optam por contratar os serviços de um headhunter. A companhia procura escolher um profissional que seja de sua confiança, pois esse trabalho precisa de muita descrição e responsabilidade.

Após a escolha do headhunter, o gestor responsável pela vaga esclarece qual o perfil da vaga que será preenchida e quais são os requisitos que deve ter o profissional a ser “caçado”. Enfim, na reunião de briefing, requisitante e recrutador traçam um perfil completo do colaborador desejado, da vaga e de todas as necessidades da empresa com relação à contratação.

O papel do headhunter, nessa hora, é extrair todo tipo de informação para tornar a sua busca mais fácil e precisa, pois o próximo encontro com o requisitante já deverá ser para apresentar um “short list” – isto é, uma relação de candidatos pré-selecionados, escolhidos pelo recrutador de acordo com as exigências da empresa e o perfil da vaga.

“Num curto espaço de tempo, nós oferecemos profissionais extremamente qualificados e, praticamente, com 100% de aderência ao perfil que a empresa está precisando”, explica Ricardo Nogueira, headhunter da Case Consultores, consultoria de recrutamento.

EXISTE UMA FORMAÇÃO ESPECÍFICA?

Não. Segundo Ricardo Nogueira, não há um curso para formação de headhunters, pois essa profissão vai muito além de aulas ou explicações. Um headhunter pode ser formado em diversas áreas, mas há alguns fatores que realmente fazem a diferença para o sucesso na carreira: a rede de contatos, uma visão ampla de mercado e, principalmente, habilidade e agilidade em lidar com pessoas.

“Headhunter não é uma profissão na qual a universidade forma. O que faz um bom headhunter é o conhecimento de mercado. Presume-se que quando uma empresa contrata um headhunter é porque ela confia na rede de relacionamentos que ele tem e na habilidade dele em caçar, em ir ao mercado e encontrar a pessoa certa”, afirma Nogueira.

A BUSCA POR PROFISSIONAIS

Algumas ferramentas são utilizadas por headhunters para conseguir, num tempo relativamente curto, os profissionais adequados para a vaga aberta. A rede de contatos é a principal aliada nessa hora. É por meio dela que o recrutador consegue, em muitas ocasiões, entregar mais de um profissional no perfil da vaga apenas 24 horas depois de obter o briefing com o gestor responsável. “Isso se chama agressividade de mercado”, conceitua Nogueira.

Geralmente, o headhunter é bastante assediado por executivos que estão à procura de uma oportunidade, o que contribui muito para o seu trabalho, pois por meio desses contatos espontâneos sua base de dados é ampliada consideravelmente.

Outra ferramenta utilizada – e que tem um retorno muito favorável – é o anúncio em revistas específicas, que dá ao headhunter grandes chances de atingir seu público-alvo. Além disso, o anúncio dá uma boa visibilidade para a empresa contratante (caso a vaga não seja confidencial) e para a consultoria que está trabalhando no processo de recrutamento.

A Internet também é uma boa ferramenta: tanto o site da consultoria em que o headhunter trabalha como sites de anúncios de vagas de empregos e currículos são muito utilizados para encontrar o profissional desejado.

“Tenho um caso muito interessante. Nós investimos num anúncio na Revista Exame e recebemos 400 currículos como resposta, um material excelente, altos executivos. Mas, no fim, nós contratamos para a vaga de presidente de uma grande empresa um candidato cujo currículo encontramos no site da Catho Online, conta Nogueira.

TAREFA ÁRDUA, MAS PRAZEROSA

Pode parecer que não, mas ter um perfil traçado para encontrar um profissional não é uma tarefa fácil e, em determinadas situações, o headhunter precisa pesquisar em diversas partes do mundo para encontrar um profissional que se enquadre no perfil traçado pela empresa contratante:

“Houve uma vaga muito difícil que eu fiz, mas fechei-a com grande êxito. Foi para uma multinacional buscando um engenheiro mecânico com experiência em robótica. Era uma pessoa que ia trabalhar com ferramenta de precisão para a indústria automobilística. Tratava-se de um mercado muito fechado e essa pessoa tinha, inclusive, que falar japonês. Não foi uma vaga fácil, mas fazendo mapeamento de mercado, pesquisando em lugares específicos, conseguimos fechar a vaga com um ótimo profissional que encontramos no México”, conta Nogueira.

Posições que demandam alto conhecimento tecnológico, ou idiomas como o japonês e o mandarim, são as mais difíceis para um headhunter preencher. Mas, apesar das dificuldades encontradas, Ricardo garante que a profissão é gratificante:

“Eu sempre ligo para alguém para oferecer um emprego. Eu não ligo para pedir ou vender nada. Eu ligo para fazer uma boa proposta, e isso é muito gratificante para mim.”

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  1. #1 por Iris em outubro 8, 2011 - 11:05 pm

    Gostei das informações sobre este novo modo de recrutar pessoal, eu sou uma headhunter voluntária em todas as empresas que trabalho e já recrutei em outras, tenho um faro para caçar talentos e quando tem que haver contratação eu dou a minha opinião e sempre acerto. Gostaria de saber mais e me especializar nesta àrea que adoro.

  2. #2 por Isabel Cristina Fernanda Temponi em julho 22, 2012 - 12:43 pm

    Viviane que bom que você aborda esse tema em seu blog. Meus parabéns. Cliquei no Google à procura de formação em headhunter. Fiz na FGV do RJ um MBA em Gestão de Pessoas no ano de 2008 para ajudar meu marido nas questões da empresa, estabelecida no RJ, e que não é só dele, mas da família, em quarta geração. Venho da área do teatro, formação em Dança Contemporânea, formação em Psicologia, em Filosofia e no momento estou fundando uma nova modalidade terapêutica em movimento acadêmico. Gosto muito da área empresarial até por contar com o sentidos da atenção, propriocepção e percepção bastante refinados, devido à minha própria vida pessoal e minhas formações ao longo da vida. Eu vim ao computador em busca da formação em headhunter como falei acima no intuito de formalizar essa profissão para a qual trabalho como aquela que ajuda a empresa. Pretendo reservar meio dia de meus dias para trabalhar nessa profissão.
    Agradeço se puder me nortear nessa direção.
    Fernanda Temponi.

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