Archive for Outubro 18th, 2008
Indicadores de Treinamento
Por Sergio Canossa
Tenho visto nos últimos tempos em listas de discussão profissionais em busca de informações sobre indicadores de treinamento. Muitas opiniões enchendo a caixa de entrada do correio eletrônico e nenhuma conclusão possível, mesmo que o solicitante agradeça a todas as colaborações. A questão dos indicadores de treinamento é o alinhamento estratégico na organização. Lá se vai muito tempo quando informar o número de horas de treinamento em relação ao número de funcionários era algo grandioso. Havia a percepção de que era preciso treinar, treinar e treinar. A grande questão que se escondia era: para que treinar? Porque tirar as pessoas de seus respectivos trabalhos para falar de algo que aparentemente não lhes era de suas competências? Apenas para dizer que treinamos!
A visão estratégica dos dias atuais é: em que o treinamento pode colaborar na gestão das atividades da organização? Temos um problema que requer conhecimentos ou ele é insuficiente, o treinamento pode ajudar. Temos novos profissionais que necessitam conhecer as práticas da empresa – o treinamento pode auxiliar o processo. Há uma nova tecnologia sendo adquirida, vamos programar o treinamento para as pessoas adequadas, em tempo. E como transformar tudo isto em indicadores de treinamento?
A gestão do treinamento, assim como outras atividades na organização deve ser encarada como um processo. Um processo que recebe informações de outros processos e possui uma política de gestão, dispõe de recursos e deve apresentar resultados, possui profissionais devidamente treinandos e capacitados; em que? Nas necessidades da organização. O gestor de treinamento precisa ter conhecimento das estratégias e ações antecipadamente e, planejar suas atividades em tempo. O melhor indicador que pode fazer uso é mostrar tais resultados. Para isto, é preciso estabelecer com a alta direção como demonstrar o que realizou. Também é possível medir o que ocorreu com o pessoal treinado – aquele problema foi solucionado com o conhecimento proporcionado pelo treinamento? Houve melhora no indicador da área afetada pelo treinamento? Verifique as formas adotadas para medir os resultados em cada treinamento. Haverá particularidades. Realize um acordo com o gestor da área afetada sobre a melhor forma de fazer uso delas. Peça a ele que demonstre a parcela de contribuição do treinamento na resposta aos problemas. Com um aval destes não há melhor indicador.
A questão final é estabelecer formas de divulgar os resultados do treinamento. Em primeiro lugar para os gestores em todos os níveis hierárquicos. Aumenta a credibilidade e reforça as estratégias de trabalho. Isto começa fazendo uso dos canais estabelecidos – reuniões, gráficos, etc. Em segundo lugar para toda a organização, para que se possa estimular a participação. Use, neste caso, boletins, murais, intranet e todos os canais estabelecidos entre a empresa e os funcionários. Assim você terá a sensibilidade dos indicadores de treinamento em todos os níveis.
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Sobrevivência – Como Manter a Empresa Viva ?
Gustavo Campilho
DE ONDE VEM A FORÇA PARA SUPERAR OS OBSTÁCULOS ?
Com o passar do tempo ficamos conhecendo vários exemplos de histórias de empresas, independentemente dos seus tamanhos sejam elas grandes, médias ou pequenas, onde vemos nitidamente situações quase que idênticas para que essas organizações se mantenham vivas durante anos e anos, com bons resultados, crescendo e com perspectivas de continuidade no mercado e muito cheias de energia interna, com grupos pensantes, agressivamente atuantes e unidos dentro da organização.
Analogamente poderíamos traçar uma relação direta entre a história muito conhecida da Maratona, hoje uma prova nas olimpíadas, uma das mais desgastantes de todas que foi criada com base em uma história muito interessante.
Marathónas ou Maratona é uma cidade grega próximo a Atenas, onde foi o palco da batalha dos Atenienses e Plateienses contra os invasores persas em 490 a.C., sob o comando de Milcíades. Quando os soldados atenienses partiram para a planície de Maratona para combater os persas, e os atenienses souberam que os inimigos persas haviam jurado que, depois de ganharem a batalha marchariam para Atenas, violariam suas mulheres e sacrificariam seus filhos.
Ao saberem dessa ameaça, os gregos ordenaram às suas mulheres, que caso não recebessem a notícia da vitória por parte dos atenienses em 24 horas, matassem seus filhos e em seguida que se suicidassem.
Os gregos ganharam a batalha mas a luta levou mais tempo do que haviam pensado, de modo que temeram que elas executassem o que tinha sido ordenado. Para evitar isso, o general grego Milcíades ordenou o seu melhor corredor, o soldado e atleta Filípides, que corresse até Atenas, situada a 40 Km de distância de onde se encontravam, para levar a notícia.
Filípides correu essa distância tão rapidamente quanto pode e, ao chegar, conseguiu dizer apenas “Vencemos”, e caiu morto pelo esforço.
Existem outras versões, tipo que Filípides correu a outras cidades gregas para pedir ajuda, e que tivera que correr 240 km em 2 dias, voltando a batalha com esforços necessários para vencer os persas.
Seja como for, 3400 anos mais tarde, em 1896, nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, Filípides foi homenageado com a criação dessa prova cuja distância era de 40 Km, mas que desde 1908 está estipulada em 42,195 Km.
As questões que devemos discutir:
- O que fez Felípides não desistir, e se entregar de corpo e alma a tarefa que lhe foi determinada?
- Como conseguir o melhor?
Essas questões são trabalhadas nas organizações com muito treinamento, cursos de atualização etc… Porém, pensamos que o plus, o além, o algo mais das pessoas é conseguido diariamente, com encarregados, chefes, líderes, gerentes, diretores, presidentes estando próximos aos colaboradores, orientando, discutindo os erros, analisando seus anseios, necessidades, seus pontos fortes e seus pontos fracos, aparando e corrigindo quando alguma coisa não vai bem e motivando ainda mais quando as coisas estão dando certo e os resultados aparecendo.
Na história acima, Milcíades chamou seu melhor corredor para uma tarefa extremamente difícil, mas vamos supor que Milcíades tomou outra decisão, e sabemos que essa decisão foi tomada por QI, o conhecido quem indica, com certeza o outro corredor morreria no meio do caminho, então naquele momento Milcíades teria um problema sério nas mãos pois a sua mulher e seus filhos morreriam, então provavelmente Milcíades faria uma reunião com sues líderes e com certeza apareceria o tão conhecido por nós plano B, que seria chamar o tapador de buracos, que na realidade seria mesmo o melhor corredor que era o Felípides.
Já naquele momento Felípides não estaria tão envolvido na tarefa, e também já não estaria tão satisfeito, pois sabería que era o melhor corredor, e que o que primeiramente foi indicado por QI não cumpriria a tarefa e que sobraria para ele.
Será que nessa nova situação Felípides conseguiria o feito?
É engraçado mas é a realidade de muitas empresas de hoje, de ontem e será amanhã espero que cada vez mais em menor número, nos momentos mais preciosos tomam as decisões mais inesperadas e equivocadas.
A decisão por parte dos líderes em uma Organização, é o início do atingimento do resultado esperado, da meta, porém, saindo do processo decisório de quem fará? e o que fará? , a responsabilidade passa a estar com o grupo, com os colaboradores, que devem ter em suas mentes a sua importância dentro da organização para o alcance dos resultados estipulados, acho essa consciência mais importante do que o conhecimento da tarefa ou processo, pois quem assume a responsabilidade de acertar em sua grande maioria tem a humildade de aprender diariamente, tem o discernimento de detectar a dúvida e buscar o suporte necessário para soluciona-la, pois entende a importância da sua tarefa e sabe que seu erro afetará todo o grupo.
E com pessoas que conseguem ter essa visão de grupo, de time, tem o ingrediente necessário para superar os desafios, em primeiro por elas mesmas e em segundo pelo grupo, se dando, se desprendendo de valores menores, se superando, recomeçando a cada dia, pela existência da organização.
Organizações com esse perfil de grupo não envelhecem, estão sempre mudando, buscando novos desafios, se atualizando, estão aguerridas, tem sede de vitória, estão preocupadas com o futuro, atentas as mudanças e planejam o futuro partindo do presente.
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