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A vida como ela é: 10 verdades sobre o mundo corporativo que ninguém fala
Karin Sato
SÃO PAULO – O mercado de trabalho não é perfeito. Ele não é formado por pessoas boazinhas, chefes puritanos ou empresas que colocam seus valores acima do lucro. Nesta reportagem, o coach Ricardo Melo fala sobre dez verdades acerca do mundo corporativo que ninguém quer falar.
Após descortinar esses mitos, faça o possível para não ser ingênuo e cair em armadilhas. Pode ser difícil ter de olhar os fatos sob diversos prismas, mas o exercício é necessário. Enxergue o mundo corporativo como um jogo: quem não se interessar pelas estratégias alheias perde!
Saiba que não é o caso de ficar paranóico e descrente. O mercado ainda resguarda bons lugares para trabalhar, com líderes preparados. Além disso, é no trabalho que muitas pessoas conhecem grandes amigos, por isso não tenha medo de confiar em quem julgar que pode confiar. Apenas, com as dicas desta reportagem, fique mais atento.
As dez verdades
Confira as dez verdades descritas por Melo:
- O mercado quer gente inovadora: Você acabou de ser contratado e está cheio de idéias para melhorar os processos na empresa. Cuidado! Embora o mercado valorize muito a inovação no discurso, na prática, não raro, se observa exatamente o contrário: muitas pessoas nesta empresa podem ser conservadoras, o que significa que não querem arriscar e mudar. “Dependendo da cultura da empresa, se você chega com muitas idéias, acaba assustando! Há chefes que são abertos, mas desde que suas idéias não choquem com as dele”, diz o coach. Além disso, seja cauteloso ao fazer uma sugestão: sem querer, você pode acabar expondo a incompetência de um colega ou chefe!
- Com talento e competência se consegue tudo: Competência é fundamental, a não ser que você seja filho do dono da empresa. O problema é que ser competente e talentoso não garante seu sucesso. “É preciso saber aparecer, saber fazer marketing pessoal. Não adianta ter um tesouro que ninguém sabe que existe, porque está escondido no fundo do mar”, afirma Melo. E o pior é que, segundo ele, há muitos chefes que escondem os talentos sob sua sombra, porque temem que alguém melhor ocupe seu lugar. Mas esse tipo de chefe acaba dando um tiro no pé, porque as melhores pessoas de sua equipe acabam indo embora.
- Chefes sempre querem o bem de seus subordinados: Não é bem assim. Existem ótimos líderes por aí, mas também existem pessoas despreparadas em cargos altos. “Via de regra, antes de pensar nos outros, os chefes pensam em si. Alguns não pensam nem mesmo na empresa, somente querem saber de salvar a própria pele”, diz Melo. Moral da história: tenha cuidado para não se iludir e acabar frustrado!
- Sempre recebe aumento quem merece: Para Melo, esse é o mito dos mitos. Não é assim. Muitas vezes, você se esforça ao máximo, dá seu melhor e, no fim, outra pessoa acaba levando os méritos. Acontece. Outras vezes, seu chefe simplesmente não tem muita afinidade com você e acaba não se esforçando para que você receba o merecido aumento. São muitas as variáveis envolvidas.
- Quem é promovido precisa provar que merece o posto: Há quem seja promovido e, na ânsia de provar que merece o posto, acabe se transformando. O problema é que uma hora a máscara cai. “Se você é competente, não precisa provar que mereceu a promoção. Apenas dê continuidade ao bom trabalho. O profissional que finge ser quem não é mostra insegurança”.
- A avaliação de desempenho está sempre certa: Nem sempre. Depende do contexto no qual ela foi realizada e da percepção que as pessoas têm de você, que pode ser equivocada. “O feedback pode ser útil, mas ele deve ser interpretado”, garante o coach.
- É bom ter amigos na empresa: A frase está correta, desde que você não misture as coisas e acabe colocando seu emprego em risco. Por exemplo: um amigo seu foi promovido. Será que você não se achará no direito de faltar no trabalho, já que seu novo chefe é seu amigo e entenderá? “Amizade é bom ter em qualquer lugar, é uma das melhores coisas da vida. Mas não confunda o pessoal com o profissional!”.
- O RH é o melhor amigo dos funcionários: Há profissionais que, quando têm qualquer problema, correm para o departamento de Recursos Humanos, como se nele houvesse um confessionário. Mas será que se pode confiar cegamente no RH? “Existem pessoas sérias no ramo de Recursos Humanos, humanizadas, que de fato estão lá para ajudar os funcionários e lutar por eles. A questão é que também existem pessoas que se utilizam de sua posição para detectar falhas da empresa e dos funcionários. Como resultado, em um programa de demissão, alguém pode acabar sendo dispensado sem entender o motivo. Por isso eu digo: se está com um problema com a empresa, tente conversar com amigos, consultores, coaches”, diz Melo.
- Férias de 30 dias é tudo de bom: Cuidado! Dependendo da empresa e da situação pela qual ela passa, você pode ter uma surpresa ao voltar para o trabalho. Outra pessoa poderá estar ocupando seu posto. “No mundo atual, 30 dias acabam sendo muito tempo, a não ser que tenha absoluta segurança no emprego. Mas dizer que não existe perigo nenhum quando alguém tira férias de 30 dias é relativo”.
- É ruim errar: Algumas empresas cultivam essa cultura do medo; quando alguém erra, é rapidamente julgado e, muitas vezes, punido. Mas a verdade é que a questão não é o erro em si, mas a relação que se cria com o erro. O velho ditado “todo mundo erra” é verdadeiro. No fim das contas, garante Melo, errar acaba sendo bom, pois o profissional tem a oportunidade de aprender com uma situação difícil. “Ninguém deve buscar o erro. Mas o fato é que Napoleão Bonaparte perdeu a guerra porque nunca havia perdido uma batalha”, finaliza Ricardo Melo.
Add comment Novembro 14, 2008
Feedback: uma prática que contribui com o desenvolvimento
Por Ronaldo Cruz da Silva
Boa parte das empresas ainda não adotaram a cultura do feedback, e muitos gerentes ainda não sabem como dar um retorno para seus colaboradores, não tem habilidade e não tomam os devidos cuidados na hora de conversar com os membros de sua equipe. Os funcionários muitas vezes querem saber como está o seu desempenho em relação às atividades executadas, para ter uma idéia se está fazendo suas obrigações de maneira correta ou não.
Porém, o que ocorre com freqüência, é que os funcionários só sabem se estão desenvolvendo algo errado, quando lhe chamam a atenção; e o mais preocupante é a forma abordada para fazer isso, pois muitos gestores não demonstram se quer nenhuma cautela quando vão falar com as pessoas, e deste modo, acabam expondo seus colaboradores, chamando sua atenção na frente dos outros, e em algumas vezes até gritam com os mesmos, expressando toda sua raiva por causa de algo mal sucedido naquele momento.
Focar apenas os pontos negativos não é a forma mais eficiente para fazer uma devolutiva, têm alguns métodos que podem ser utilizados na hora de dar um feedback, e neste momento, todo cuidado é pouco, pois esse retorno tem que ser construtivo e não destrutivo; a falta de habilidade nesta situação pode comprometer o desempenho do funcionário por muito tempo, aumentando a sua insatisfação dentro da empresa e impactando nas metas e nos resultados da equipe.
Mas como dar um feedback para o meu colaborador?
Add comment Agosto 13, 2008
Ética Corporativa: A Sobrevivência Operacional
Site: O Gerente (www.ogerente.com.br)
Ética e sobrevivência são assuntos que estão muito em evidencia hoje em dia, mas, infelizmente, muito pouco compreendidos. A falta de ética entre as pessoas é uma das coisas que sempre me incomodou muito e por isto fui buscar compreender melhor este assunto. Fiquei muito surpreso com o que descobri.
A primeira coisa foi que os dicionários não conseguiram satisfazer a minha curiosidade.
Segundo Michaelis: é.ti.ca s. f. 1. Parte da filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana. 2. Conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão.
Preste bem atenção, as definições não oferecem sentido prático algum à palavra. Agora se admitirmos que se este conjunto de regras melhore a capacidade de um indivíduo ou grupo de indivíduos a sobreviver, estaremos definitivamente acrescentando uma conotação prática ao conceito.
O desuso crescente da ética em nossa civilização pode estar se dando por falta de uma compreensão apropriada do seu significado. Quando um vendedor usa de ética para com seu cliente, na verdade ele esta querendo assegurar que este esteja satisfeito a ponte de gerar outras vendas, da mesma forma que um cônjuge não deverá trair o outro, pois não deseja ter o seu casamento desfeito e assim por diante. Fica muito claro que, a partir destes exemplos simples e práticos, todos estamos sujeitos a conjuntos normativos éticos em todas as áreas de nossas vidas. Deste modo, teremos que desenvolver ética: pessoal, familiar, profissional, cívica e até planetária. O aprimoramento de todos estes códigos, que deve ocorrer no aspecto individual, implicará na melhora significativa da capacidade de sobrevivência da sociedade como um todo.
A partir disto fica muito estranho imaginarmos que um animal possa possuir qualquer tipo de ética. Eles possuem instintos. A ética só pode existir porque o ser humano desenvolveu a capacidade de se compreender, dando-lhe o predicado de conduzir a sua própria vida. Então a sobrevivência da espécie se tornará viável na proporção direta da qualidade ética efetiva desenvolvida por esta sociedade. Assim pode-se concluir que este conceito não está somente vinculado à sobrevivência, mas também a evolução da própria espécie humana.
Certa vez, ouvi o seguinte comentário: “O capitalismo faz excelentes produtos, mas homens de péssima qualidade” . Levando-se em conta o poder que os países desenvolvidos possuem de destruir o planeta, esta parece não ser uma boa noticia. Em todos os níveis éticos, a nossa sociedade parece estar falhando e os seus efeitos começam a se dar a perceber. O aquecimento global é um índice seguro de degradação a que estamos atingindo. A fome na África é vergonhosa a qualquer ser humano. A degradação da educação nos países de terceiro mundo também é vexatória. A depravação do planeta sem respeitar a sua capacidade de regeneração, por cobiça, pode estar levando a nossa sociedade à destruição. É necessária uma reavaliação ética urgente se quisermos sobreviver.
Podemos, sim, falar de ética dentro das corporações. Para isto basta reconhecermos a sua importância. Mudar, quando necessário, a forma de pensar dos dirigentes e depois dos funcionários é definitivamente um grande desafio que pode gerar frutos bem mais rapidamente que se pode esperar. O primeiro desafio é, definitivamente, saber quais os funcionários que aceitarão estas melhorias. Reconhecer aqueles que podem e desejam melhorar e qual o investimento necessário para este empreendimento. Em seguida, distinguir quais são aqueles que já estão prontos para trabalhar em um ambiente bem mais produtivo e prazeroso.
Sabendo-se com quem se pode contar é um grande passo para se conseguir este objetivo. Na faze seguinte deve-se elaborar um plano detalhado de treinamento, metas e objetivos. Isto feito, um plano piloto deve ser colocado em prática para que todos percebam que as mudanças são muito possíveis de ser alcançadas. A implantação deve continuar até que a corporação esteja totalmente reestruturada, de modo a aumentar substancialmente sua produtividade, competitividade e conseqüente sobrevivência.
Add comment Agosto 8, 2008

