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Seja CEO da sua carreira e, depois, da empresa dos seus sonhos
Por isso, o jovem inicia sua carreira com o olhar direcionado para os altos cargos. Dentre eles, o posto de CEO (Chief Executive Officer ou, em português, Diretor Executivo) é o mais desejado. Ao contrário do que muitos pensam as competências e talentos necessários para ocupar um cargo como esses podem ser executados em qualquer etapa da carreira. Na verdade, quanto mais cedo se põe em prática, mais chances o jovem terá de realizar o sonho de um dia assumir a liderança de uma empresa. Na verdade, poucos sabem o que faz um CEO e alguns até se questionam se ele é uma espécie de “Super Homem” dentro das organizações. Será que é? A resposta é simples: não. Esse profissional é reconhecido por sua capacidade de realização e transformação. Suas competências fazem com que ele consiga trazer melhores resultados para a empresa, tanto no que diz respeito aos lucros como à produtividade. Sua figura inspira os demais membros a trabalharem melhor e alcançarem suas metas de forma concreta e objetiva. Acredito que antes de atingir esse cargo, o primeiro passo a ser dado é assumir a direção da própria vida, tanto profissional quanto pessoal. O que isso quer dizer? Precisamos assumir a responsabilidade das nossas ações, bem sucedidas ou não, dos nossos acertos e erros; aprender a tomar decisões e sustentá-las. Outras habilidades que precisam ser desenvolvidas para que se alcance o sucesso profissional são as capacidades de liderar e estabelecer metas ambiciosas, porém alcançáveis, para que não se crie frustrações desnecessárias. Do outro lado do processo, ou seja, para quem já chegou ao cargo de CEO, é imprescindível que se mantenha o espírito jovem somado à voz da maturidade. Assim, esse profissional poderá transformar, aprender e inovar com mais facilidade e consistência.
Estudos comprovam que as mudanças que demoravam anos para se concretizar durante as décadas de 80 e 90, hoje acontecem em três e cinco dias. Dentre as competências mais importantes para um executivo que deseja obter sucesso no mercado, em ordem de importância, segundo uma pesquisa realizada pela PricewaterhouseCoopers, estão: flexibilidade para mudanças, liderança, capacidade de desenvolver pessoas, espírito colaborativo, criatividade, inovação e, por último, visão a longo prazo para antecipar e administrar os riscos para a empresa. É importante que o jovem fique atento para não colocar o objetivo de se tornar um CEO em primeiro foco para sua carreira, nem com um fim, mas encarar esse fato como uma conseqüência de suas realizações ao longo do tempo. Estar no topo significa que mais responsabilidades serão assumidas, por isso, volto a dizer que é melhor começar pelas responsabilidades da própria carreira. Algumas ações podem ajudá-lo a ser o CEO do futuro, como:
Priorizar atividades que geram resultados – Não perca tempo com atividades que não tragam bons resultados. Conte com o planejamento estratégico para alcançar níveis de excelência ao longo do seu dia-a-dia; Buscar responsabilidades e assumi-las – Sabe aquele projeto importante que o seu chefe está para começar? Prepare-se e esteja à disposição para colaborar. Para que você possa ser visto, muitas vezes é preciso se expor. Não espere, crie suas próprias oportunidades e lembre-se: quem não é visto não é lembrado; Inovar e criar – Não realize suas tarefas de maneira automática, ou seja, pense sempre no que pode ser melhorado. Inovação é algo que toda empresa busca e, se você fizer isso também, há grandes chances de criar algo que faça a diferença para sua organização; Aprender a cada instante – Aproveite todas as oportunidades para aprender algo novo. Acredite que não existem erros e acertos, apenas resultados. A partir deste pensamento, idealize maneiras de aprender com os resultados e ir à busca das suas metas; Investir em você – Estude, trabalhe seu desenvolvimento pessoal e busque atividades que realmente lhe dão prazer e geram mais impacto positivo nos seus resultados. Para crescer na empresa é preciso crescer internamente, como indivíduo. Conviver com profissionais experientes; estudar seus comportamentos, a forma como pensam, agem e superaram desafios; a maneira de se comunicar com o restante da equipe; e as estratégias que usam para lidar com as crises pode contribuir significativamente para o jovem “comprimir décadas em dias”. Com isso é possível aprender em pouquíssimo tempo o que seu modelo demorou para aprender em uma vida. Mas, não adianta conhecer e saber o que eles fazem e como fazem se nada for colocado em prática. Por isso, não se esqueça: o segredo está em entrar em ação para descobrir qual será o seu real caminho. Carlos Cruz atua como Coach Executivo e de Equipes, Conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP TREINAMENTOS & CONSULTORIA. Para mais informações acesse www.carloscruz.com.br
Add comment Setembro 30, 2009
Inteligência competitiva? Vou levar dois quilos
Giancarlo Proença
Quando comecei a trabalhar com Inteligência Competitiva (IC), começaram as brincadeiras:
- Virou inteligente agora, é?
- Até há pouco não era?
Fazer o quê? Ninguém sabe direito o que é IC. Se eu fosse definir em duas palavras, seriam: saber antes.
Essa história começou em 1979 com Michael Porter, um teórico da administração, que apontou cinco forças como sendo as responsáveis pela maior ou menor competitividade em uma indústria. São elas: a concorrência, a capacidade de negociação dos fornecedores, o poder de barganha dos clientes, a ameaça de novos concorrentes e a entrada de produtos substitutos.
O grande lance da inteligência competitiva é apresentar as tendências e apontar caminhos para que empresas e instituições possam se adiantar à concorrência e demais forças presentes no ambiente.
Olhar de perto e analisar esse ambiente, para qualquer um ramo de atividade, é tarefa complicada e árdua. Não da maneira que qualquer um faz: sob demanda, conforme uma determinada necessidade de investimento. Mas de forma sistemática, para que não escape nenhuma nuance relevante ao olhar dos pesquisadores e analistas de IC.
Muito blá-blá-blá e poucos exemplos não ajudam a entender IC e aí o cliente vai achar que comprar inteligência é pagar por quilos de cérebro. Mãos à obra, então.
Por muito tempo, os relógios suíços foram o exemplo da precisão mecânica perfeita. Rolex, Patek Phillipe e Vacheron Constantin são marcas que, além do luxo, têm associadas a si a mecânica de um relógio suíço. Pois bem, enquanto os suíços disputavam entre si para ver quem faria o mecanismo mais preciso para um relógio, nos anos 1930, pesquisadores americanos desenvolviam os primeiros relógios com cristal de quartzo. O resultado foi um relógio preciso e barato. Desenvolvida pelos japoneses, essa tecnologia foi desprezada pelos relojoeiros suíços, que viram o mercado ser tomado pela onda digital.
O exemplo serve para mostrar que a concorrência pode estar em qualquer parte. Inclusive nos laboratórios das universidades. É justamente de centros de pesquisa, de laboratórios e experiências, que surgem os produtos de amanhã. É preciso estar atento a isso. Mas também, de olho no que a concorrência faz hoje, nas tendências de consumo dos clientes, nos fornecedores.
Ou seja, resumidamente, para não perder nenhum aspecto relevante o programa de inteligência competitiva deve detectar num primeiro momento as necessidades de informação. Depois, dispor de uma boa equipe de coleta e pesquisa dos dados. Parte chave do sistema, a análise também deve dispor de um grupo de trabalho especializado e bastante focado. Por fim, a inteligência – informação relevante submetida ao processo de análise – precisa chegar às pessoas certas. Para isso, o processo de disseminação é essencial. Todas essas etapas precisam do suporte de boas ferramentas computacionais e de interação entre os envolvidos.
Obviamente, não há um super executivo capaz de dominar cada fase do processo e nem essa miríade de informação. Mas aí entra a IC. E entra de sola! Todo processo de inteligência competitiva bem sucedido tem que estar ligado à alta administração, responder a ela e alimentá-la constantemente com insumos que facilitem a tomada de decisão. Quando isso acontece, aí sim, comprou-se inteligência. Pra mais de metro.
Giancarlo Proença é gerente de Inteligência Competitiva da Knowtec – empresa especializada em IC e Monitoramento de Mídia e Mercados.
Add comment Janeiro 26, 2009