Arquivo para categoria Seleção e Recrutamento

Perfil versus Vontade de trabalhar

Thompson Cysneiros

Atualmente os selecionadores buscam uma coisa que chamamos de “PERFIL”. Antes de dar continuidade a nossa discussão, o que é essa palavra que na cabeça dos candidatos fica vagando para lá e para cá. Segundo o dicionário Online, um dos significados para PERFIL é: “Descrição ou relato em que se faz a traços rápidos o retrato moral e físico de uma pessoa”. Então o que realmente seria PERFIL para o selecionador!? Essa palavrinha pequena que pode não mostrar nada, não ter significância, entre outros adjetivos é nada mais nada menos o Norte para o selecionador, é o que faz com que ele possa entender que um candidato é mais apto que outro para o cargo. O que envolve então o PERFIL? Já ouviram falar de CHA? Não é aquele chá que tomamos, de camomila, nem de erva doce, não. É o CHA de – Conhecimentos, Habilidades e Atitudes. Pois é! O perfil envolve o CHA do cargo. É com isso que buscamos identificar qual o candidato que está mais adequado a assumir o cargo em questão. Por isso em toda orientação profissional que faço sempre digo para concorrer a uma vaga o candidato deverá avaliar o CHA do cargo e se comparar ao mesmo. Daí, se tiver algo semelhante, bem vindo a vaga, se não, busca outra oportunidade no seu PERFIL. Por que estou trazendo isso a tona? É simples! Já imaginou quantas passagens de ônibus ou gasolina se gasta para comparecer a uma seleção que o candidato não tem o perfil? Inúmeros litros de gasolina, muito dinheiro em transporte e principalmente tempo.

Para não ter prejuizo no final do mês, basta tentar ver se o seu perfil é o que a vaga precisa. Mas Thompson, se é meu primeiro emprego? Vou chegar um pouco mais abaixo nesta questão. Com a tecnologia de hoje, descobrir qual o perfil para o cargo concorrido é bem simples. O nosso querido Google, pode te ajudar a achar. Por exemplo: “Características de um Auxiliar Administrativo”. Apenas buscar esse tema, te traz 946.000 resultados. Aí você pode achar o que precisa. Com isso, avaliar seu currículo e ver se a vaga que você quer concorrer está adequada ao seu perfil é coisa simples. Vamos voltar um pouco para o CHA. Quando falamos em Conhecimentos, estamos tratando de cursos entre outros eventos que refletem ter comprovação de participação em sala de aula com horas/aula e tudo mais. Habilidades, é toda experiência prática que teve durante sua vida, seja ela profissional ou pessoal, por exemplo: manusear o Windows 7, Internet, etc. E Atitudes? São os comportamentos necessários para execução do cargo, como: proatividade, paciência, controle emocional, entre outros. Agora que sabemos o que detalhadamente é o CHA. Faça bom uso desse conhecimento para realmente saber se seria legal sua participação na seleção ou se é mais uma perda de tempo. Utilize tudo sobre o CHA da vaga para comparar ao seu perfil.

Depois de todas essas explicações e orientações, vamos ao que interessa. A vontade de trabalhar é algo inerente a quem realmente está buscando emprego. E o que ela tem a ver com PERFIL? Exatamente o que você deve estar pensando! Se você tem o perfil da vaga e tem a vontade de trabalhar. Ótimo!! Com certeza a empresa irá contratar você, mas se você não tem o perfil e tem a vontade de trabalhar, o que fazer? Antes de tudo você pode se fazer algumas perguntas como: “É o que eu quero para minha vida?”, “Estou apto para essa vaga?”, “Se eu for aprovado, quanto tempo eu ficarei na empresa?”, “Estarei feliz trabalhando no que não estou preparado?”. Essas perguntas são nada menos que uma forma de você saber se concorrer será a melhor coisa a fazer. Ter a vontade não significa que você é um bom candidato. Outra coisa, para não acabar desgastando sua imagem perante a empresa ou terceirizada de RH, por que não concorrer a algo que tem o seu perfil?

Entender que o Perfil e a Vontade de trabalhar são fundamentais juntas e prejudiciais se separadas pode fazer com que você tome a atitude certa na hora certa. Pense nisso!

Agora no que tange as pessoas que estão buscando o primeiro emprego, o que fazer? Existem diversos testes vocacionais que faz você entender um pouco sobre qual emprego seria legal para o seu perfil. Nada de atirar para tudo que é vaga, apenas porque quer trabalhar e testar uma vaga. Isso não é muito inteligente, pois se no seu currículo aparecer pouco tempo em cada empresa trabalhada, poderá talvez não ser bem avaliado esse fato. A maioria das empresas buscam profissionais que se pudessem se aposentar na empresa seria o ideal. Então para que passar 5 meses em uma, 2 meses em outra e 1 mês noutra? Isso demonstra uma coisa no seu currículo, insegurança e inconstância. O legal é primeiro se definir, entender o seu perfil, ver o que realmente quer seguir, se capacitar se possível e mãos a obra!

Por fim queria fazer um comentário a uma resposta em comum que me dão em minhas entrevistas: “Quero participar da vaga porque preciso de Dinheiro”! Bem, dinheiro todos precisam, mas esse não pode ser o fator principal para concorrer a qualquer vaga que aparece pela frente. Tenham em mente que pessoas que possuem necessidades financeiras, são boas para trabalhar, mas desde que tenham o PERFIL! É simples!

Espero ter deixado pelo menos um pouquinho de informação para se refletir sobre participar de vagas sem o perfil. Não quero ser taxativo e essa não é minha intenção, mas sim poupar vários não’s que frustam e machucam a autoestima de qualquer um que está tentando buscar uma oportunidade nesse mercado de trabalho que muitas vezes é bem cruel.

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Como ser BEM avaliado no processo seletivo?

Thompson Cysneiros

Quem nunca passou por um processo seletivo e não sabia se tinha se saído bem e ficou com aquilo na cabeça martelando!? Bem isso é mais comum do que se pode imaginar. Participar de um processo seletivo já é difícil para quem está participando, imagina se você, o candidato, vai despreparado?

Primeiro, é importante ter a cabeça que em um processo seletivo tudo pode acontecer! Como assim tudo pode acontecer? Desde um imprevisto com o ônibus ou carro a um entrevistador que vai fazer dinâmicas que você nunca imaginou. Se prepare! Saber qual vaga você está concorrendo te dar muitas vantagens. Pesquisar na internet qual o perfil do profissional da área pode ser fundamental para sua contratação e além do mais, é importantíssimo para você realmente decidir se é o que quer profissionalmente.

Segundo, a pessoa ou grupo que estiver fazendo a seleção só quer uma coisa no candidato! Que ele tenha o perfil! E como você vai mostrar para eles que “o cara” é você!? Simples! Se amostre! Seja você e muito mais! Se você não confia no seu potencial, quem mais vai confiar!? É muito, mas muito importante que você chegue confiante no processo e a confiança vai ser mostrada em seus atos.

Terceiro, se você vai procurar um parceiro ou uma parceira para você, quem você escolheria? Um(a) mal vestido(a) ou uma bem vestido(a) que seja atraente? Não preciso nem responder esta pergunta! Isto não tem nada a ver com preconceito, tem a haver com trajes adequados ao ambiente profissional. E quando falo de trajes, nem preciso falar que também é importante o visual está 100%. Cabelo cortado, barba feita (para os homens), maquiagem suave (para as mulheres), entre outras coisas. Mulheres, por favor, nada de decote! Homens, não me vão com as roupas da época de Matusalem, sei que é difícil desempregado manter o guarda roupa renovado, mas é importante que as roupas estejam bem passadas e limpas.

Quarto, pontualidade no processo seletivo é fundamental. Já escutaram falar que a primeira impressão é a que fica? Exatamente, chegar atrasado no processo passa um má impressão, pois todas as empresas tem normas e uma das normas com certeza é chegar no horário. Tenha certeza de uma coisa, se você chegar atrasado, pode até ter um bom motivo, mas o selecionador vai te olhar com outro olhar. Você pode até ser o cara, e as vezes uma chance pode ser dada, mas se você sabe que pode acontecer algum problema no trânsito no caminho. Saia mais cedo de casa, programe seu caminho, pois tudo isso faz parte de um sistema e profissionais com pensamento sistêmico são muito bem visto nas seleções.

Quinto, tudo dando certo no processo e você percebeu que tem um profissional que está se destacando mais, o que fazer? Primeiro vou falar do que não fazer… Nunca tente burlar ou trapacear ou passar por cima dele para ganhar olhares do selecionador. Tente se destacar mais, trazer idéias ou falas mais interessantes. As vezes o profissional que eles estão procurando não precisa ser tão interessante como ele e quem sabe não é você?

Sexto, acabou a seleção e agora sou eu? Fique tranquilo, nada de exaltação. A ansiedade é percebida na fala e nos atos. Tente ser o mais discreto neste aspecto, nada de ser discreto no processo… Só no final! Perguntar como e quando é dado o resultado pode te tranquilizar. E por fim se tudo der certo você será selecionado.

Sétimo, lembre-se psicotécnicos podem ser aplicado e como resolvo este problema? Os testes psicológicos são ferramentas utilizadas para auxiliar o selecionador a identificar com mais precisão as habilidades e competências dos candidatos. Caso ache que está se saindo bem e o psicotécnico é seu calo, procure um profissional de psicologia vocacional e peça que ele aplique um teste em você para você entender o que acontece. As vezes o problema pode ser interno, no seu ritmo de vida, no seu desenvolvimento, entre outras coisas. Identificar estes aspectos é fundamental para você se conhecer melhor e aprimorar algumas competências. Então nada de pânico! Vamos a luta!

Finalizo este post com uma pequena frase: “os grandes feitos são compostos de pequenos atos”. Então, está esperando o quê? Faça já, se conheça mais e se amostre! Boa sorte! Espero ter ajudado.

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Caçando Talentos

alvo

Mello Jr.

Existem muitas dúvidas sobre a forma de captação de talentos no mercado envolvendo questões como ética, profissionalismo, entendimento do que seja talento, onde encontrar, como buscá-los. Uma certeza nós somos unânimes: talentos estão trabalhando, seja por conta própria, tocando algum projeto ou empregado e é importante considerarmos que os bons estarão sempre colocados. Ou será diferente na sua empresa? Acredite, neste momento alguma outra empresa está de olho nos seus melhores profissionais, pode até ser seu concorrente.

O mercado é um negócio aberto em todos os sentidos e profissionais vem e vão, por isso, cabe a empresa criar mecanismos para a chamada retenção de talentos, com propostas bem definidas e sérias que favorecem ambos – empresa e empregado. Apesar de já discutirmos esse assunto ainda vejo como grande dificuldade para boa parte das empresas que sequer sabem definir que habilidades um profissional precisa apresentar para fazer parte do seu quadro funcional. Algumas têm programas de retenção de talentos que contemplam profissionais que tornaram os empresários verdadeiros reféns, deixando de premiar os que realmente são talentos. O que relato são os casos de empresas com dificuldades de planejamento e discussão de um programa que defina e socialize internamente mantendo e atraindo novos talentos.

O assunto é muito amplo e complexo, mas desta vez, quero focar na contratação visando captar os melhores. Como sua empresa chama para uma contratação – colocam na mídia, fazem a divulgação ‘boca a boca’, optam por indicações ou apadrinhamentos, utilizam cartazes? Isso faz diferença na hora de motivar profissionais a enfrentarem desafios. A melhor forma é elaborar, planejar o processo de recrutamento e seleção, onde se pensa e realiza as ações através de várias etapas que vão desde a descrição de cargos, perfil desejado, adequação da remuneração de acordo com o mercado, perspectiva de crescimento médio e longo prazo. Se quisermos os melhores precisamos oferecer as melhores condições de trabalho e realização profissional, requer maior investimento em alguns casos, porém traz maior responsabilidade e comprometimento.

A própria definição por si só já identifica o processo: SELEÇÃO. Este mecanismo inclusive ameniza a questão ética de mercado, pois se um funcionário do concorrente se inscreve para participar da seleção não há nada contra quem seleciona, já que é livre iniciativa de quem se oferece para ser selecionado. Cabe ao atual empregador ver os motivos que fizeram seu profissional querer sair e nesta situação podem surgir várias propostas de aumento, melhorias das condições de trabalho e cargos de gerências para reverter o quadro e não perder o talento. É lamentável que não se tenha percebido ou dado atenção à insatisfação do funcionário e agora se chegue a várias alternativas, muitas vezes desestimulando ainda mais pela falta de reconhecimento, avaliando como solução tardia.

Um processo de seleção deve ser encarado como um projeto e muito bem conduzido. Em caso de saída de outra empresa pode-se oferecer um período de garantia de contrato para que ele tenha segurança e possa mostrar sua capacidade e conhecimento. Talentos gostam de desafios e um projeto bem definido e com seriedade com certeza atrairá muita gente boa. Profissionais querem trabalhar em projetos, alguns inclusive montam seus projetos de vida a partir de um desafio profissional. Por isso imagine: sua empresa divulga que está contratando uma quantidade de pessoas para determinadas funções, pois irá inaugurar nova loja. Irá chamar atenção principalmente se a atual for referência. Mas será que se sua empresa apresentar o projeto para a nova loja, o mercado, expectativa de crescimento, metas, novas funções fará diferença na atração de talentos?

Para finalizar: ao fazer um processo de seleção deixe aberto para que os profissionais da casa possam participar. Isso traz credibilidade.

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Sobrevivendo em Épocas de Mudanças e Crises

sobreviver

Sonia Jordão

Diz um ditado popular: “Se continuarmos fazendo o que sempre fizemos, vamos continuar obtendo o que sempre obtivemos”. Geralmente em tempos de crise, quando há algum risco, precisamos assumir nossas responsabilidades, ser ágeis, capazes de comunicar e antecipar os acontecimentos. Crises têm sido uma constante em todos os âmbitos, por isso não é bom que sejam vistas como catástrofes; mais adequado seria que a considerássemos como uma purificação ― que, aliás, é o significado etimológico da palavra crise ― momento de crescimento. A vida é cheia de altos e baixos, por isso nos períodos bons precisamos nos preparar e nos guardar para os períodos ruins.

Os trabalhadores precisarão se ver como empresários independentes, ter uma marca especial: “você”. Terão que “vender” seus serviços, seu trabalho. Mesmo sendo para um só cliente: seu patrão.

Nesse mundo globalizado, fazemos diversas escolhas, mas precisamos aprender a nos conhecer, a gerir nossos atos e a nós mesmos. Em breve, muito do que sabemos hoje não será tão importante. O difícil é saber o que esquecer. Temos que gerenciar o presente, esquecer as coisas do passado de maneira seletiva e procurar ter combustível suficiente para o futuro. É importante entender que atualmente o conhecimento tem “prazo de validade” cada vez menor. Por isso, precisamos identificar nossas prioridades.

É bom aprender a fazer perguntas, perguntar o que ninguém perguntou e perguntar as coisas certas. Imagine-se em um deserto com uma lâmpada mágica como a do Aladim. Você esfrega e aparece o gênio lhe concedendo um pedido. Você mais que depressa fala: “Quero a melhor mulher do mundo”. Imediatamente aparece a Madre Tereza de Calcutá. Era isso que você queria? Saiba o que perguntar e o que falar, caso contrário agüente as conseqüências.

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Headhunter: Caçador de Talentos

Viviane Macedo

Com certeza você já ouviu falar em headhunter, mas você sabe, realmente, o que esse profissional faz?

Se traduzirmos literalmente, headhunter significa “caçador de cabeças”. Mas, na verdade, ele é muito mais que isso. Podemos dizer que headhunter é um caçador de talentos, ou especialista em recrutamento. Ele parte em busca de grandes potenciais, a fim de encontrar a pessoa certa para ocupar um importante cargo na empresa que contratou seus serviços. Geralmente, essa empresa precisa que a contratação seja rápida e sigilosa.

COMO ACONTECE

Muitas empresas, quando precisam buscar um talento específico, que vá ocupar um cargo de importância estratégica, optam por contratar os serviços de um headhunter. A companhia procura escolher um profissional que seja de sua confiança, pois esse trabalho precisa de muita descrição e responsabilidade.

Após a escolha do headhunter, o gestor responsável pela vaga esclarece qual o perfil da vaga que será preenchida e quais são os requisitos que deve ter o profissional a ser “caçado”. Enfim, na reunião de briefing, requisitante e recrutador traçam um perfil completo do colaborador desejado, da vaga e de todas as necessidades da empresa com relação à contratação.

O papel do headhunter, nessa hora, é extrair todo tipo de informação para tornar a sua busca mais fácil e precisa, pois o próximo encontro com o requisitante já deverá ser para apresentar um “short list” – isto é, uma relação de candidatos pré-selecionados, escolhidos pelo recrutador de acordo com as exigências da empresa e o perfil da vaga.

“Num curto espaço de tempo, nós oferecemos profissionais extremamente qualificados e, praticamente, com 100% de aderência ao perfil que a empresa está precisando”, explica Ricardo Nogueira, headhunter da Case Consultores, consultoria de recrutamento.

EXISTE UMA FORMAÇÃO ESPECÍFICA?

Não. Segundo Ricardo Nogueira, não há um curso para formação de headhunters, pois essa profissão vai muito além de aulas ou explicações. Um headhunter pode ser formado em diversas áreas, mas há alguns fatores que realmente fazem a diferença para o sucesso na carreira: a rede de contatos, uma visão ampla de mercado e, principalmente, habilidade e agilidade em lidar com pessoas.

“Headhunter não é uma profissão na qual a universidade forma. O que faz um bom headhunter é o conhecimento de mercado. Presume-se que quando uma empresa contrata um headhunter é porque ela confia na rede de relacionamentos que ele tem e na habilidade dele em caçar, em ir ao mercado e encontrar a pessoa certa”, afirma Nogueira.

A BUSCA POR PROFISSIONAIS

Algumas ferramentas são utilizadas por headhunters para conseguir, num tempo relativamente curto, os profissionais adequados para a vaga aberta. A rede de contatos é a principal aliada nessa hora. É por meio dela que o recrutador consegue, em muitas ocasiões, entregar mais de um profissional no perfil da vaga apenas 24 horas depois de obter o briefing com o gestor responsável. “Isso se chama agressividade de mercado”, conceitua Nogueira.

Geralmente, o headhunter é bastante assediado por executivos que estão à procura de uma oportunidade, o que contribui muito para o seu trabalho, pois por meio desses contatos espontâneos sua base de dados é ampliada consideravelmente.

Outra ferramenta utilizada – e que tem um retorno muito favorável – é o anúncio em revistas específicas, que dá ao headhunter grandes chances de atingir seu público-alvo. Além disso, o anúncio dá uma boa visibilidade para a empresa contratante (caso a vaga não seja confidencial) e para a consultoria que está trabalhando no processo de recrutamento.

A Internet também é uma boa ferramenta: tanto o site da consultoria em que o headhunter trabalha como sites de anúncios de vagas de empregos e currículos são muito utilizados para encontrar o profissional desejado.

“Tenho um caso muito interessante. Nós investimos num anúncio na Revista Exame e recebemos 400 currículos como resposta, um material excelente, altos executivos. Mas, no fim, nós contratamos para a vaga de presidente de uma grande empresa um candidato cujo currículo encontramos no site da Catho Online, conta Nogueira.

TAREFA ÁRDUA, MAS PRAZEROSA

Pode parecer que não, mas ter um perfil traçado para encontrar um profissional não é uma tarefa fácil e, em determinadas situações, o headhunter precisa pesquisar em diversas partes do mundo para encontrar um profissional que se enquadre no perfil traçado pela empresa contratante:

“Houve uma vaga muito difícil que eu fiz, mas fechei-a com grande êxito. Foi para uma multinacional buscando um engenheiro mecânico com experiência em robótica. Era uma pessoa que ia trabalhar com ferramenta de precisão para a indústria automobilística. Tratava-se de um mercado muito fechado e essa pessoa tinha, inclusive, que falar japonês. Não foi uma vaga fácil, mas fazendo mapeamento de mercado, pesquisando em lugares específicos, conseguimos fechar a vaga com um ótimo profissional que encontramos no México”, conta Nogueira.

Posições que demandam alto conhecimento tecnológico, ou idiomas como o japonês e o mandarim, são as mais difíceis para um headhunter preencher. Mas, apesar das dificuldades encontradas, Ricardo garante que a profissão é gratificante:

“Eu sempre ligo para alguém para oferecer um emprego. Eu não ligo para pedir ou vender nada. Eu ligo para fazer uma boa proposta, e isso é muito gratificante para mim.”

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Seleção por Competência: Uma Ferramenta Diferenciada para Captação de Talentos Humano

Maria Odete Rabaglio

Muito se tem publicado sobre Gestão por Competências, porém uma área específica e de grande importância para as Organizações, ficou esquecida, de modo que este artigo tem o objetivo de atender aos Selecionadores de Talentos Humanos apresentando as técnicas e ferramentas mais atualizadas do mercado, e que podem ser utilizadas para qualquer cargo, do operacional ao executivo.

A Seleção por Competências tem como benefício, a objetividade e o foco que outras metodologias de Seleção não oferecem.

Uma construção, para ser edificada com segurança, precisa ter uma base sólida e bem planejada, assim acontece com esta metodologia, cuja base é o Perfil de Competências.

O primeiro passo da metodologia é a construção de um Mapeamento de Competências, isto é, o Perfil de Competências (PC) do cargo ou função. Caso o perfil já exista, deverá ser atualizado, consultando área requisitante, clientes internos, etc. A metodologia mostra o passo a passo para obter um perfil consistente, atualizado e detalhado, chegando às competências imprescindíveis para o cargo através de indicadores de Competências, dispensando todas as “achologias” e “achômetros” muitas vezes utilizadas para montar um perfil inconsistente.

Com base no Perfil de Competências (PC) é possível elaborar a Entrevista Comportamental e os Jogos com foco em Competências que são as duas ferramentas propostas pela metodologia.

A Entrevista Comportamental é uma entrevista personalizada. Cada PC gera uma entrevista específica. Nesta entrevista não se recomendam as perguntas hipotéticas, fechadas, de múltipla escolha, indutivas, etc. Não interessa saber como o candidato resolveria, solucionaria, administraria, nenhuma situação. Perguntas tais como:

  • “Me fale sobre você”
  • “Fale três características suas positivas e três negativas”
  • “O que gostaria de fazer daqui a dois anos, cinco anos, dez anos”
  • “Como você agiria se fosse seu líder?”
  • “O que você faria se tivesse uma incompatibilidade com seu subordinado?”


Grande parte dos candidatos já vai para as entrevistas com respostas prontas para este tipo de pergunta, e quando encontra um profissional de seleção que se utiliza de “Perguntas Comportamentais com foco em Competências”, muda toda a dinâmica da entrevista e este profissional tem oportunidades muito maiores de conhecer mais profundamente o comportamento do candidato, fazendo “Perguntas abertas específicas, com verbos de ação no passado”, isto é investigando comportamentos passados em situações específicas da função, perguntas comportamentais que o ajudarão a investigar a presença ou ausência de competências específicas do PC no comportamento do candidato. No livro “Seleção por Competências” temos uma grande relação de competências, com seus indicadores e perguntas comportamentais que ajudará o “Caça Talentos” a absorver com muita facilidade a metodologia e implantar na sua empresa, independente da empresa ter ou não implantado Gestão por Competências.

Os Jogos com foco em Competências são criados ou escolhidos criteriosamente para observar a presença ou ausência de Competências do PC, no comportamento presente do candidato.

No jogo as pessoas reproduzem comportamentos do dia-a-dia, até mesmo sem perceber. Por isso é uma poderosa e preciosa ferramenta de observação de comportamentos no processo de Seleção de Pessoal. É claro que deve ser usada seguindo critérios rigorosos, sem os quais perderia sua eficácia.

Esta fase do processo seletivo conta com participação do requisitante como observador, e o livro deixa bem clara, a participação da área requisitante em todo o processo seletivo para que os objetivos sejam alcançados em conjunto, e que a responsabilidade de uma seleção bem planejada e realizada é da parceria entre área de Seleção e área requisitante. Veja no livro os mandamentos do requisitante.

Algumas vantagens da Seleção por Competências:

  • Seleção feita com mais foco, mais objetividade e por um processo sistemático.
  • Maior facilidade para prever o desempenho futuro.
  • Maior garantia de uma contratação de sucesso.
  • Boa adequação do profissional à empresa e à atividade a ser desempenhada » Turnover mais baixo e melhora na produtividade
  • Evita prejuízos com reabertura de processos seletivos e com funcionários ineficientes.
  • Diminui a influência de opiniões, sentimentos ou preconceitos dos selecionadores.
  • O candidato tende a não mentir, pois deve citar um fato que realmente ocorreu.
  • Fornece dados concretos sobre desempenho do candidato, facilitando o feedback para o candidato.
  • Fortalece a parceria entre área requisitante e área de Seleção
  • A área de Seleção ganha maior credibilidade junto aos seus clientes requisitantes.
  • A área de Seleção faz um marketing positivo da empresa junto aos candidatos, passando uma imagem de profissionalismo, ética e respeito pelo ser humano.


Tendo em vista a ênfase dada pela metodologia na parceria entre Seleção e Requisitantes, o livro é indicado não somente para área de Seleção e Recursos Humanos, mas para toda liderança que desempenha o papel de requisitante de vagas junto à área de seleção da Organização.

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Como Fazer um Bom Marketing Pessoal

Wagner Campos

Certamente isso já fez parte de sua vida ou você já presenciou situações em que apesar de fazer tudo certo, alguém que tinha a mesma função dentro da empresa e exercia as mesmas atividades ou responsabilidades foi promovido, conseguiu aumentos salariais e freqüentemente é citado como exemplo, enquanto você nem ao menos é lembrado, e às vezes sente-se desvalorizado e sem reconhecimento.

Sinto-me na obrigação de dizer que o grande culpado por isso tudo pode ser você mesmo. Exceções à parte, o que provavelmente esteja ocorrendo é a falta de seu marketing pessoal. E o que é isso?

Quando falamos de um produto, sabemos que existem esforços para que ele seja notado, apreciado e adquirido. São os esforços de marketing. Meios que visam potencializar as vendas dos produtos, utilizando a divulgação através da promoção, propaganda, embalagem etc.

O marketing pessoal é a mesma coisa, porém em benefício de sua própria carreira. É fazer-se notado! Não simplesmente ser notado, mas ser notado por suas qualidades, habilidades e competências. Não é ser o chamado “puxa- saco”.

Ser notado desnecessariamente e por suas “aparições” tolas é péssimo, uma vez que será lembrado, com freqüência, que não é um bom profissional. Neste caso, aquele ditado: “falem mal, mas falem de mim” não é um bom lema, uma vez que falar mal significa comentar que você não é a pessoa ou o profissional ideal.

Então, o que devemos fazer para termos um bom marketing pessoal e sermos reconhecidos e valorizados, obtendo assim o sucesso e a realização profissional?

Seguem algumas dicas:

1. Você deve ter liderança, desenvolvendo assim habilidades de influenciar pessoas e ser um formador de opinião.

2. Deve transmitir confiança aos seus chefes e companheiros de trabalho. Deve ser a pessoa que todos sabem que se algo precisa ser bem feito, tem que ser feito por você.

3. Precisa saber o que está fazendo e porque está fazendo. Fuja de fazer apenas algo que mandam fazer, sem saber do que se trata. Diferencie-se, torne-se um especialista em suas atividades e o motivo para a execução delas.

4. Saiba trabalhar em equipe e administrar conflitos. Mesmo que você tenha mais habilidades em determinadas atividades, colabore para o desenvolvimento de seus colegas de trabalho. Afinal, uma equipe coesa produz mais, melhor e com maior satisfação.

5. Saiba valorizar seu trabalho e apresente bons resultados. Tenha uma boa visibilidade. Sempre que tiver oportunidade, além dos resultados apresente seus projetos e idéias, mesmo que informalmente.

6. Seja uma pessoa otimista e bem-humorada. Ninguém gosta de rabugentos, aqueles profissionais cuja presença faz murchar até o pequeno cacto ao lado da mesa. Pessoas otimistas e bem humoradas proporcionam um ambiente agradável e irradiam bem- estar a todos à sua volta.

7. Faça um bom planejamento de onde pretende chegar. Qual situação que almeja profissionalmente, e tenha paciência. Tudo acontecerá ao seu tempo desde que, obviamente, você direcione seus esforços para realizar-se, conforme o planejado.

E lembre-se: se estiver participando de um processo seletivo ou de seu primeiro emprego através de um estágio, saiba o que você pode oferecer para a empresa. Não vá para aprender, mas para contribuir. A empresa quer resultados e não é uma escola. Com certeza você aprenderá muito na organização e obterá excelentes experiências, mas isso deverá ser conseqüência de seu trabalho e não apenas um processo de aprendizado.

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O Conceito de Competência

Flavio Farah

1. HISTÓRICO

O movimento em favor do uso das competências começou em 1973, com a publicação do artigo Testing for competence rather than for “intelligence” pelo psicólogo norte-americano David McClelland.1 Nesse trabalho, McClelland condenou o uso dos testes de aptidão e de inteligência na avaliação de estudantes e na seleção de candidatos a emprego sob o argumento de que esses testes não conseguiam prever o sucesso em situações de vida fora da escola e, em particular, o sucesso profissional, por não haver correlação entre o resultado alcançado nesses testes e o desempenho no trabalho.

McClelland defendeu a substituição dos testes de aptidão e de inteligência por testes de competência, alegando que estas seriam medidas mais adequadas para prever o desempenho no trabalho do que os testes tradicionais. O autor não definiu expressamente o termo competência, adotando-o apenas como “símbolo para uma abordagem alternativa aos tradicionais testes de inteligência”.2 Ele forneceu, porém, algumas indicações de como deveriam ser os novos testes.

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Empresas Reforçam a Atenção dos Clientes

Para atrair cada vez mais clientes, as empresas precisam antes dedicar mais atenção à conquista de seus funcionários.

Gustavo Campilhogustavo@gaflogistica.com.br / www.gaflogistica.com.br

Notamos hoje que estamos na era de as empresas voltarem seus estudos para um atendimento mais deferenciado para o cliente, e o mesmo passando a ser o principal objetivo a ser alcançado pela instituição.

A conquista desses clientes, mesmo que não sejam muito especiais, porém, passa a ter um tratamento de excelência, somente será completa e irreversível a partir do momento em que o cliente se sentir totalmente satisfeito.

Ele deverá e poderá acreditar seriamente que é o interesse maior em uma empresa.

Para isso necessitamos de um tratamento ao cliente feito por pessoas que acreditam no que estão fazendo. Os funcionários que se dedicarem a essa missão deverão gostar muito daquilo que estão fazendo.

Além disso, deverão acreditar na empresa, no produto e ainda zelar pela empresa. Enfim, suar a camisa por ela.

E para que isso seja realidade numa empresa o tratamento e o relacionamento entre a empresa e os seus empregados, de todo e qualquer setor, tem de ser também de excelência.

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