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Clima Organizacional?
Marcela Brito
O professor George H. Litwin diz que, na sua opinião:
“Clima Organizacional é a qualidade do ambiente dentro da organização, e que é percebida pelos membros dessa organização como sendo boa ou não, e que influenciam o seu comportamento“.
O Clima Organizacional dentro de uma empresa não é algo simples de ser analisado, por se tratar da percepção de pessoas, por muitas vezes, confuso e, poucas vezes sendo claro para quem procura avaliá-lo e entendê-lo. Ele é um indicador de satisfação dos colaboradores de uma organização, em relação a diferentes aspectos, tais como: políticas de RH, processo comunicacional, sentido de propriedade do funcionário, valorização profissional e modelos de gestão. É a tão comentada “atmosfera psicológica” que percebemos quando entramos no ambiente de trabalho. Somos influenciados por ela e a influenciamos, essa ação e reação criará um efeito o qual chamamos de “realimentação de auto-reforço”. Essa realimentação nos permite perceber as características da cultura através de comportamentos repetidos nas relações do dia-a-dia. Sendo assim se a cultura organizacional for positiva, os comportamentos desta instituição seguirão a mesma linha, porém se a cultura for negativa, os comportamentos também seguirão o mesmo raciocínio da empresa e prejudicará os negócios e relacionamentos institucionais. Com isso torna-se claro a importância da relação Clima Organizacioal versus Cultura Organizacional.
Luz (1995) afirma que “Clima é resultante da cultura das organizações; de seus aspectos positivos e negativos (conflitos)”.
O principal a entendermos é que o Clima Organizacional é algo vivo e atuante, dentro da empresa, que resulta primordialmente, de fatores internos, das tomadas de decisões que atingem o funcionário. Caracterizando a percepção que ele tem da empresa, induzindo-o a comportamento coerentes com esta percepção.
Clima Organizacional X Produtividade
A relação entre o clima organizacional e a produtividade, conseqüentemente, o lucro. Foram o mote de um estudo realizado pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV). O estudo entende que o mercado está deixando para trás a era em que máquinas e estoques, era o que primordialmente movimentava a economia. Estamos num momento minuncioso e subjetivo, onde as crenças e os valores, os comportamentos e relacionamentos – têm que ser valorizados e são fundamentais para o sucesso ou o fracasso de qualquer empreendimento. A valorização pessoal é a melhor estratégia!
Contudo as pessoas reagem diferente aos tipos de situações ocorrentes nas organizações, mesmo quando elas são construtivas. Ainda assim, existem indivíduos que tendem a entrar num ciclo vicioso e contaminar os demais na equipe. Conheça algumas características para saber se a empresa onde você trabalha está passando por um momento semelhante:
· Ruídos na comunicação – entre colegas, gestores e subordinado gerando atitudes negativistas e instabilidade emocional;
· Turnover (rotatividade de funcionários) – provocando a perda de talentos da empresa e a freqüente readaptação de novos colaboradores, no processo de integração organizacional;
· Reclamações trabalhistas – desentendimentos no processo de desligamento do colaborador;
· Retrabalho – Funcionários insatisfeitos deixam de ser eficientes e eficazes em suas funções causando desperdício de energia dele mesmo, tendo que refazer as atividades, ou até mesmo, de um gerente que passa a ter desconfiança das atividades realizadas por este funcionário;
· Baixa produtividade – quando nota-se a queda da produtividade da empresa;
· Desmotivação – Uma equipe desmotivada é uma equipe descompromissada com os seus objetivos e com os objetivos da empresa;
Como Manter um Clima organizacional favorável?
Primeiro é fazer a pergunta a si mesmo se o seu funcionário está satisfeito com o ambiente de trabalho, depois perguntar a ele. Após realizar uma pesquisa de clima organizacional é desafiador perceber que se pretendemos obter melhorias realmente expressivas sobre o clima, é fundamental se investir em programas capazes de entender o que acontece com as pessoas, não se limitando a oferecer apenas teorias. Partindo desta premissa se constroem programas estruturados e práticos, que priorizem os comportamentos construtivos através da minimização de stress, bem como o aumento de critérios das necessidades e do bem-estar do colaborador. Isso é um processo em cadeia “efeito borboleta” que inicia com a melhoria do clima de um indivíduo e que poderá alcançar toda a cultura organizacional.
Add comment Setembro 22, 2008
