Fim do “eu mando e você obedece”

Da redação: http://www.administradores.com.br

A nova delegação de poder no âmbito das empresas, também conhecido por empowerment, surgiu como uma possível solução para o velho problema sobre ambientes burocráticos. A empowerment se baseia na incumbência de poderes de decisão, autonomia e participação dos funcionários na administração das empresas. Esse tema será discutido no CONARH – 34º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que acontece entre 19 e 22 de agosto, em São Paulo (SP).

Quem abordará o assunto no Congresso será William Ling, presidente da Petropar e do Instituto Ling, que diz adotar esta nova forma de poder no dia-a-dia das empresas que está à frente. “Minha relação com o empowerment não é teórica, mas prática. Falo da vivência que tivemos aqui na Petropar ao longo dos últimos 20 anos e que me mostrou que a adoção da delegação de poder é algo que exige mudanças culturais que não se implantam do dia para a noite e exigem um profundo compromisso por parte da direção da empresa”, assinala Ling.

Trocar o antigo modelo empresarial e começar a adotar o empowerment não é uma tarefa fácil. É algo que se conquista com o tempo e exige profundas mudanças culturais nas organizações. Ao optar por dar poder às pessoas, delegando autoridade e responsabilidade, significa dar importância e confiar nelas, dando-lhes liberdade e autonomia de ação. Também exige a qualificação do profissional e por isso é necessário treinar continuamente, proporcionar informações e conhecimento, para criar e desenvolver talentos na organização.
Ling mostra que é possível manter esse novo padrão empresarial nas corporações, baseado no conceito de liderança da cultura chinesa: “Líder é aquele que se impõe pelo exemplo”.

Nesse sentido, a adoção da delegação de poder é algo relacionado à sua forma de encarar o mundo. “Penso que as empresas e as famílias são muito parecidas. Em nossa família, estimulamos as crianças a fazerem as coisas, mantendo uma supervisão que não iniba o fazer. Quando a criança aprende, ela é dona de seu destino. Na empresa acontece a mesma coisa”, explica William.

Os resultados dessa novidade vêm agradando o presidente da Petropar, “pouco controle, pouca burocracia, muita autonomia e flexibilidade, com resultados que têm se revelado muito satisfatórios ao longo dos anos”, explica Ling, que desenvolveu um modelo próprio de “empowerment” a partir de práticas que viu em outras empresas e de suas vivências com suas equipes.

Na Petropar não há salas individualizadas, nem mesmo para o presidente da empresa, que compartilha o mesmo espaço com todos. Além disso, as salas onde se exige um pouco mais de privacidade têm paredes de vidro, de modo que as pessoas podem se ver a todo momento.

“Adotamos esse padrão na sede da empresa e passamos a vivenciar o modelo, que se revelou muito positivo. Ao longo dos anos, nossas subsidiárias e escritórios em outras localidades começaram a adotar o mesmo visual paulatinamente, sem que ninguém determinasse isso. Penso que esse é um exemplo de um modelo que vai se impondo culturalmente, por meio do compartilhamento de valores que não precisam ser ordenados ou determinados, mas são transmitidos pelo exemplo”, conclui Ling.

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