Com 100 Mil Fazia Chover, Com 10 Criou uma Tempestade!

inteligencia1Glauberto Laderlac

É incrível como as estruturas são abalas pelas pessoas não pelos alicerces.

Um executivo de uma empresa, que já estava lá há bastante tempo, pediu seu desligamento. Era um casamento antigo e tinha cara de duradouro, mas acabou. No entanto, como em todo relacionamento de mercado, há sempre o plano B, então este foi posto em ação.

Após vários anos é natural que se gerem vínculos, inclusive afetivos, amigáveis, e a quebra disso gera dor, mas nada que um analgésico, um lenço de papel, e alguns dias de rotina, não curem.

Em pouquíssimo tempo a empresa mostrou sua força e poder econômico, trazendo imediatamente o plano B para que o cargo fosse ocupado e assim nenhuma atividade fosse interrompida. Os alicerces da empresa mantinham-se inabaláveis. Impoluta e grandiosa como sempre foi, a empresa demonstrou para todos que sua competência financeira falaria mais alto sobre qualquer circunstância.

De fato a empresa, instituição em si, nada sentiu. Mas o que abala um barco não é o movimento que vem de fora, pois esse é natural, as ondas sempre se movimentarão conforme a maré, mas se do lado de dentro o peso e a inércia não forem controlados, este vai abaixo.

Aí vem a surpresa. A mega estrutura vê-se abalada quando o executivo que saíra aloca-se numa concorrente. As pessoas correm de um lado para outro. Há um princípio de pânico que, logo é abafado, logicamente. Afinal, era apenas um ex-colaborador, como qualquer um outro. Até mesmo porque, a concorrência não possuía tanto aparato financeiro que chegasse a ser considerada uma concorrente.

No entanto, embora haja o poder econômico à frente desta história, grande parte do patrimônio intelectual daquela empresa estava com aquele executivo. E isso sim é muito importante. A grande empresa um dia fora pequena e quando assim era, o EX, estava lá, então ele era uma pessoa conhecedora das estratégias de crescimento. Quando alguém lembrou deste detalhe, acendeu-se novamente a luz amarela.

A grande empresa tratou de munir-se de informações. Eram no mínimo duas visitas semanais de clientes espiões. Havia pessoas nas proximidades da pequena empresa abordando os prospects e clientes. Era vigília constante. Nesse momento a extraordinária mídia “rádio peão” entrou em ação, flashes constantes, noticiários extras, novos acontecimentos a todo momento. Foi um grande desperdício de energia e tempo, e no mercado, todos sabemos, tempo é dinheiro.

Enquanto tudo isso acontecia, o agora pequeno executivo, fazia pequenas ações. Ações, compatíveis ao seu poder de fogo, quero dizer, de caixa. No entanto, o pequeno crescia com isso. O mercado se afunilava e o grande passou a gastar muito para recuperar o espaço que havia perdido.

Mas pasmem. O espaço perdido, da grande empresa, não era no mercado, este por sinal, sequer tomou conhecimento do que estava acontecendo. O que se perdeu dentro da grande empresa foi o foco. Visão de negócio. Ao invés de cuidarem de suas ações e tarefas, passaram a cuidar de uma ferida que não existia. Uma ficção criada através da incomoda noticia que seu ex-executivo agora estava numa concorrente.

O EX, por sinal, fazia uma coisa de cada vez. Sua verba era espremida e suas ações limitadas. Precisou usar seu talento primeiramente para arrumar a casa. Preferiu investir na qualificação e adequação de sua equipe. Depois disso começou a agir com um foco especifico de captação de clientes.

Tarefa por tarefa, foi levando a frente seu planejamento, até conseguir a última etapa do primeiro plano, torna-se uma marca conhecida.

Batalha conseguida, muito esforço e pouco dinheiro. Agora começaria a disputa mais dura, crescer. Para isso é preciso humildade, conhecimento de mercado e um grande poder de liderança. A empresa, embora em ascensão, ainda não disponha de uma grande verba, mas possuía uma equipe comprometida, formada por pessoas dispostas a contribuírem para o alcance da meta estipulada.

A história de Davi e Golias é batida, mas sempre nos ensinará que a estratégia sempre vencerá a força, mas também sempre nos fará lembrar, que a força  pode ser uma boa estratégia.

Quando este homem anônimo, de quem falamos, possuía uma grande verba em suas mãos, seus feitos eram diminuídos na mesma proporção financeira que se era gasto a verba que detinha. Ao contrário, quando se deparou com uma pequena verba, seus feitos eram majorados por cada pequeno resultado obtido.

Não adianta se ter a maior arma, às vezes o alvo é muito pequeno, será destruído com muita munição e a intenção não e a destruição do alvo e sim acertá-lo. Do mesmo modo, não se adianta tentar derrubar um avião com uma atiradeira. Por fim, esta reflexão nos faz entender que você denominará se foi uma chuva ou uma tempestade de acordo com a medida de perda que a enxurrada levou.

Por mais seguro que sejam os alicerces e por maior conforto financeiro que uma empresa possua, se as pessoas não estiverem satisfeitas, comprometidas, focadas e equilibradas emocionalmente, as estruturas balançarão, e isso põe em risco qualquer negócio.

Mais uma vez chegamos a conclusão que, vencerão as empresas que investirem naquele que produz e consume: O Homem.

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  1. #1 por Glauberto Laderlac em maio 17, 2011 - 9:27 am

    Prezado Thompson, desde já agradeço a postagem de meu artigo em seu Blog, fico desde já muito feliz, pois todos os assuntos relatados aqui são de extrema importância e vale uma grande reflexão!Parabéns!

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