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20 dicas de como fazer um networking vencedor

Por Fábio Bandeira de Mello, Revista Administradores

É verdade, caro leitor. O termo network virou moda e está até bem banalizado. Frases como “Você precisa fazer um bom networking” ecoam entre os quatros cantos do mundo corporativo e dentro das empresas de qualquer porte. Mas isso não parece ser à toa.

Você sabia que 70% das contratações são resultados de um bom networking? Foi o que apontou um estudo elaborado recentemente pela Right Management, consultoria especializada em gestão de talentos e carreira. A pesquisa revelou que manter uma rede de relacionamento pode fazer a diferença na conquista de novos negócios e na procura por um emprego.

Porém, embora muito se fale sobre o tema, é comum encontrar pessoas que não sabem exatamente como por em prática seu network, ou como exatamente funciona isso. Não é suficiente apenas marcar encontros e trocar cartões para formar uma boa rede de contatos. É preciso estabelecer relações e compartilhar interesses e informações com outras pessoas.

“O networking surge não só como uma ferramenta extra nos negócios, mas sim como um talento diferencial de relacionamento”, afirma Paulo Monteiro, diretor de vendas e operações de DealerNet. “Atualmente, não basta ter uma boa empresa e um bom discurso de apresentação de oferta, é preciso relacionar-se muito bem para atingir os objetivos”, complementa.

Na prática, a maioria das pessoas só se dá conta da importância de sua rede de relacionamento – ou do quanto a negligenciaram – quando mais precisam, seja em um novo emprego ou no fechamento de algum negócio. É nessa escolha de momento que muitos erram. Especialistas são unânimes em rejeitar a ideia de pensar em network apenas quando se necessita de ajuda. E, pode ter certeza, há uma grande diferença entre uma relação interesseira e uma relação resultante de interesses.

O economista Eduardo Lago entendeu isso na pele. “Quando estava tudo bem, bom emprego, bom salário, vivia no meu ‘mundinho fechado’, mal me relacionava com as pessoas. Só que a mudança de diretoria – e a consequente demissão que sofri – fizeram com que eu procurasse aquelas pessoas que evitava no passado”, relata Eduardo. Passados cinco anos do ocorrido e devidamente empregado, ele revela ter aprendido a lição. “Agora eu vejo que era um completo antissocial. Aprender a me relacionar mais com as pessoas não só me ajudou profissionalmente, mas também no meu comportamento como ser humano”, destaca o economista.

Ponto de largada

O primeiro passo para um bom networking é fazer uma lista das pessoas que você conhece e avaliar qual é o seu nível de proximidade com elas, tanto do ponto de vista profissional quanto do pessoal. Lembre-se: é necessário investir tempo para cultivar as relações. Quando você tem uma rede de relacionamento forte, não precisa ser o “bam bam bam” em tudo. Possivelmente conhecerá alguém que poderá auxiliá-lo no assunto sem problemas.

Outro fator importante é frequentar novos lugares onde possa conhecer pessoas diferentes. Ir sempre aos mesmos eventos todos os anos vira mesmice e limita o alcance do seu grupo de contatos. Tenha em mente que congressos, palestras e reuniões com clientes não são os únicos lugares para trabalhar seu network. Bons relacionamentos profissionais podem ser construídos em uma mesa de bar, parques e em atividades de lazer.

Presencial e web

A tecnologia é também uma grande aliada na hora de gerenciar os contatos. Devido à correria do dia a dia e ao acúmulo de tarefas, redes como Linkedin, Facebook e até mesmo o MSN, são excelentes ferramentas para estabelecer uma troca de informações e interesses. Porém, adicionar contatos sem nenhum critério e se expressar inadequadamente não aumentarão seu poder de relacionamento.

“A internet e as redes sociais podem transmitir a sensação de informalidade. Mas é preciso prezar pelo bom senso, ética e saber bem a diferença existente entre a liberdade e a libertinagem”, explica o palestrante comportamental Dalmir Sant’Anna. Para ele, “o respeito com sua base de contatos é essencial, não devendo enviar mensagens improdutivas, sem fundamentação e, principalmente, que possam gerar algum desvio da sua conduta ou imagem”.

Outro fator importante é entender que, no network, quantidade não significa qualidade e não importa se os contatos foram estabelecidos presencialmente ou via web. Essa constatação foi feita em 2010 por cientistas da Universidade de Oxford, comandada pelo antropólogo inglês Robin Dunbar, ao realizarem uma detalhada análise sobre o tráfego de sites de relacionamento. O estudo apontou que uma pessoa interage, no período de um ano, com, no máximo, 150 contatos, independente da origem dessas relações – ou seja, pessoais ou on-line.

A pesquisa reforça a teoria de Robin Dunbar, que ficou conhecido nos anos 90. Para ele, o cérebro humano é capaz de estabelecer círculos de amizade com no máximo 150 pessoas. Então, cuidado na hora de apertar o botão “adicionar” em suas redes sociais. Lembre-se que é melhor ter 100 amigos conhecidos no Linkedln, com quem você verdadeiramente se relacione, do que ter 800 pessoas com as quais você nem troca um “oi”.

Top 20

Com a ajuda de especialistas, preparamos um guia com 20 dicas para que você prepare um network vitorioso.

1) Saiba se expressar e seja claro para garantir que a pessoa esteja recebendo a informação correta;

2) Planeje antes de fazer o contato e o faça de maneira personalizada;

3) Cuide-se para ser uma pessoa interessante. Isso inclui ler, ir ao teatro, cinema, estar bem-informada, etc;

4) Estabeleça um link de relacionamento (um assunto em comum) com o outro contato;

5) Seja você mesmo e pratique seu network diariamente, de maneira natural;

6) Partilhe ideias e convide o interlocutor para opinar sobre elas;

7) Cuide da história que você está construindo;

8) Aproveite os momentos em que as coisas caminham bem para desenvolver relacionamentos e cultivá-los;

9) Reserve um horário para rever aquelas pessoas que não você encontra há algum tempo;

10) Não é de bom tom procurar seus contatos apenas quando precisa de um favor;

11) Não fale mal dos outros;

12) No caso de necessitar de um favor, perceba se a pessoa entendeu suas intenções;

13) Avalie se o novo contato vai lhe acrescentar algo. Lembre-se de que a relação é de troca;

14) Tenha à mão seus cartões pessoais;

15) Trate seu network como uma irmandade, em que existe fidelidade e ajuda mútua;

16) Respeite as regras básicas da ética corporativa: não use seu network para roubar outros contatos, clientes e ideias ou espalhar boatos sobre a concorrência;

17) Respeite a diversidade humana e compreenda que cada pessoa tem a sua maneira de pensar, agir e falar;

18) Entenda um pouco de tudo e não se restrinja apenas a sua área profissional;

19) Tenha em mente quais são as suas habilidades e competências;

20) Mantenha-se sempre aberto a novos contatos.

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10 dicas para conseguir um aumento salarial

Por Marcos Morita

Os recentes episódios, envolvendo soldados do corpo de bombeiros do Rio de Janeiro, trazem à tona a questão dos reajustes salariais e da desigualdade social, ainda dominante no país. De um lado, homens que arriscam suas vidas lutando por um soldo digno, o qual possibilite a sobrevivência de sua família. Por outro, deputados, senadores e agora prefeitos e assessores, os quais, com a faca e o queijo na mão, duplicam ou triplicam seus vencimentos, compram carros importados e criam projetos para inflar seus já gordos contracheques.

 

Entre os extremos da pirâmide, estão milhões de brasileiros que atuam na iniciativa privada, seja em micro, pequenas, médias ou grandes corporações, os quais convivem com a lei da oferta e da demanda, ajustando seus vencimentos de acordo com as variações do setor, mercado e economia. A este grupo, listo dez dicas que poderão ajudá-los em sua próxima negociação.

 

Políticas de recursos humanos: algumas companhias costumam classificar seus funcionários por cargos e faixas salariais, as quais são subdivididas por quartis. Um mesmo cargo pode estar em diferentes faixas e diversos quartis, dependendo da senioridade do profissional. Entender seu posicionamento auxiliará na montagem inicial de sua estratégia.

 

Bolsa de salários: nem todas as empresas costumam pagar salários aproximados a cargos similares, ainda que tenham portes idênticos ou pertençam ao mesmo segmento. Pesquisas salariais e conversas com colegas do setor poderão ajudá-lo a comparar seu holerite com a concorrência.

 

Compensação total: avalie os benefícios oferecidos pela empresa além do salário fixo mensal. Coloque na ponta do lápis itens como: subsídios em cursos de línguas ou pós-graduação, bônus em dinheiro ou ações, previdência privada complementar, vales alimentação, reembolso médico e odontológico. Some e calcule sua remuneração anual. Você poderá se surpreender positivamente com o resultado.

Oportunidades de carreira: apesar da pressa da atual geração Y em galgar a pirâmide hierárquica através da troca de empregos, pare e avalie o histórico dos profissionais de sucesso da companhia. Onde estão e como chegaram lá? Com o achatamento das estruturas, promoções laterais para outras áreas, funções, mercados ou geografias podem ser movimentos interessantes.

 

Situação da companhia: analise o momento pelo qual a empresa está passando. Queda nas vendas, perda de contratos, corte de custos e demissões, costumam não combinar com pedidos de aumento salariais, mesmo que justificados. A resposta negativa será possivelmente amparada por um dos motivos listados.

 

Fatos e realizações: caso ainda esteja disposto a pedir aumento, faça-o com base em números e ações tangíveis. Aumento de vendas, lançamentos de produtos, criação de processos, abertura de clientes. Mostre como seu desempenho tornou possível a mudança. Comentários de clientes, fornecedores e colegas de trabalho podem também ser utilizados em alguns casos.

 

Hora certa: em algumas companhias, há momentos dedicados para fazer sua solicitação, tais como avaliações de desempenho. Quando não houver, utilize seu feeling para escolher a hora certa. Avalie o humor de seu chefe, agendando um horário reservado para conversarem. Evite épocas de auditoria, finais de mês ou visitas estratégicas, quando os nervos costumam estar à flor da pele.

 

Privacidade: mantenha a discrição com relação a seus colegas de trabalho. Envolvê-los poderá gerar conversas paralelas através da rádio peão. Em épocas de web 2.0, evite também enviar emails, participar de grupos ou postar comentários que possam chegar ao conhecimento da empresa ou de seu superior.

 

Ética: em alguns casos, você poderá ter outra proposta em mãos, o que aumentará consideravelmente seu poder frente a seu superior. Esteja, porém, preparado para uma eventual resposta negativa. Neste caso, não haverá outra opção senão a porta de saída. Deixá-la aberta é obrigação e sinal de inteligência. Lembre-se que o mundo dá voltas.

 

Opções: avalie alternativas além do salário, cujo aumento poderá não ser possível devido aos critérios já mencionados. Benefícios indiretos podem tornar sua compensação total atraente, assim como novas funções contarem pontos em sua experiência profissional, valorizando seu currículo.

 

Como conclusão, grande parte do sucesso de uma negociação salarial está em suas mãos, o que não o autoriza a cometer gafes, tais como invadir a sala do chefe, reduzir o ritmo de trabalho, realizar piquetes ou incitar colegas a fazer greves.

 

Acredite no IPMA: informação + planejamento + momento + alternativas, como base do sucesso. Caso deseje algo mais rápido, invista em algum cargo legislativo ou executivo, ocupando-o ou se aliando a alguém que os possui. As regras, porém, serão totalmente diferentes das anteriormente mencionadas, as quais felizmente eu não tenho a receita.

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Como ser BEM avaliado no processo seletivo?

Thompson Cysneiros

Quem nunca passou por um processo seletivo e não sabia se tinha se saído bem e ficou com aquilo na cabeça martelando!? Bem isso é mais comum do que se pode imaginar. Participar de um processo seletivo já é difícil para quem está participando, imagina se você, o candidato, vai despreparado?

Primeiro, é importante ter a cabeça que em um processo seletivo tudo pode acontecer! Como assim tudo pode acontecer? Desde um imprevisto com o ônibus ou carro a um entrevistador que vai fazer dinâmicas que você nunca imaginou. Se prepare! Saber qual vaga você está concorrendo te dar muitas vantagens. Pesquisar na internet qual o perfil do profissional da área pode ser fundamental para sua contratação e além do mais, é importantíssimo para você realmente decidir se é o que quer profissionalmente.

Segundo, a pessoa ou grupo que estiver fazendo a seleção só quer uma coisa no candidato! Que ele tenha o perfil! E como você vai mostrar para eles que “o cara” é você!? Simples! Se amostre! Seja você e muito mais! Se você não confia no seu potencial, quem mais vai confiar!? É muito, mas muito importante que você chegue confiante no processo e a confiança vai ser mostrada em seus atos.

Terceiro, se você vai procurar um parceiro ou uma parceira para você, quem você escolheria? Um(a) mal vestido(a) ou uma bem vestido(a) que seja atraente? Não preciso nem responder esta pergunta! Isto não tem nada a ver com preconceito, tem a haver com trajes adequados ao ambiente profissional. E quando falo de trajes, nem preciso falar que também é importante o visual está 100%. Cabelo cortado, barba feita (para os homens), maquiagem suave (para as mulheres), entre outras coisas. Mulheres, por favor, nada de decote! Homens, não me vão com as roupas da época de Matusalem, sei que é difícil desempregado manter o guarda roupa renovado, mas é importante que as roupas estejam bem passadas e limpas.

Quarto, pontualidade no processo seletivo é fundamental. Já escutaram falar que a primeira impressão é a que fica? Exatamente, chegar atrasado no processo passa um má impressão, pois todas as empresas tem normas e uma das normas com certeza é chegar no horário. Tenha certeza de uma coisa, se você chegar atrasado, pode até ter um bom motivo, mas o selecionador vai te olhar com outro olhar. Você pode até ser o cara, e as vezes uma chance pode ser dada, mas se você sabe que pode acontecer algum problema no trânsito no caminho. Saia mais cedo de casa, programe seu caminho, pois tudo isso faz parte de um sistema e profissionais com pensamento sistêmico são muito bem visto nas seleções.

Quinto, tudo dando certo no processo e você percebeu que tem um profissional que está se destacando mais, o que fazer? Primeiro vou falar do que não fazer… Nunca tente burlar ou trapacear ou passar por cima dele para ganhar olhares do selecionador. Tente se destacar mais, trazer idéias ou falas mais interessantes. As vezes o profissional que eles estão procurando não precisa ser tão interessante como ele e quem sabe não é você?

Sexto, acabou a seleção e agora sou eu? Fique tranquilo, nada de exaltação. A ansiedade é percebida na fala e nos atos. Tente ser o mais discreto neste aspecto, nada de ser discreto no processo… Só no final! Perguntar como e quando é dado o resultado pode te tranquilizar. E por fim se tudo der certo você será selecionado.

Sétimo, lembre-se psicotécnicos podem ser aplicado e como resolvo este problema? Os testes psicológicos são ferramentas utilizadas para auxiliar o selecionador a identificar com mais precisão as habilidades e competências dos candidatos. Caso ache que está se saindo bem e o psicotécnico é seu calo, procure um profissional de psicologia vocacional e peça que ele aplique um teste em você para você entender o que acontece. As vezes o problema pode ser interno, no seu ritmo de vida, no seu desenvolvimento, entre outras coisas. Identificar estes aspectos é fundamental para você se conhecer melhor e aprimorar algumas competências. Então nada de pânico! Vamos a luta!

Finalizo este post com uma pequena frase: “os grandes feitos são compostos de pequenos atos”. Então, está esperando o quê? Faça já, se conheça mais e se amostre! Boa sorte! Espero ter ajudado.

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Como você se vende

Cersi Machado

Nosso corpo comunica muito, os gestos, a postura, a respiração e o movimento dos olhos transmitem mensagens.  A comunicação é fundamental em qualquer contexto porque qualquer relacionamento positivo, ou negativo, resulta do tipo de comunicação estabelecida entre as partes envolvidas. É impossível não comunicar. Um movimento, um suspiro, um olhar são formas de comunicar algo.

Segundo os estudos neurolingüísticos, comunicação é 55% corpo, 38% sons e 7% palavras. Muitas pessoas que atuam diariamente atendendo clientes esquecem deste elemento importantíssimo – a comunicação interpessoal. É necessário que todo o indivíduo, seja ele profissional de atendimento, ou não, desenvolva sua linguagem verbal e não verbal para conseguir melhores resultados na vida. Treinar a comunicação ajuda no desenvolvimento de opções e alternativas que podem melhorar eficazmente as relações interpessoais.

Estudos revelam que todos nós somos julgados primeiramente pela nossa aparência. Este tipo de julgamento é automático e muitas vezes acontece por impressões transmitidas na forma de vestir e pelo semblante do rosto. Como está sua imagem?  É fundamental criar uma imagem positiva para que as pessoas façam o melhor julgamento de você. Sentar corretamente, ter uma postura adequada combinando com o que está vestindo, saber gesticular etc.Tudo isso transmite uma boa imagem.

Depois da aparência/imagem o elemento mais relevante no julgamento é “o que fazemos”, ou seja, atitude e comportamento. Por exemplo, a forma de se apresentar, cumprimento verbal e não verbal, ações diversas (área social e profissional). Quais são as atitudes que você transmite para os outros? Você está conseguindo bons resultados fazendo o que você faz?

Em terceiro lugar o “como dizemos” alguma coisa conta muito no julgamento. Isto significa a forma de passar uma informação, o tom de voz, a velocidade, a fluência etc. Em quarto lugar vem o “o que dizemos”. Neste caso são as palavras usadas, o seu vocabulário. Para você se vender da melhor maneira, basta equilibrar os quatros componentes da comunicação: aparência, o que faz, o que diz e como diz o que diz. É claro que nem sempre estes elementos podem ser melhorados em curto espaço de tempo. A pessoa tem que querer melhorar e se dar a chance para que o processo de melhoria aconteça.

Existem cursos que ajudam a trabalhar eficazmente a comunicação. Outra forma que pode ajudar é modelar aqueles que transmitem a melhor imagem e ir praticando no dia-a-dia. É preciso treino e dedicação. Mas tudo começa com os seus objetivos. Se você tiver um objetivo bem definido fica mais fácil, porque é o objetivo que aponta o caminho da mudança. Portanto, reflita sobre como você tem se demonstrado para os outros, mas lembre-se que você não precisa deixar de ser você mesmo para melhorar sua apresentação

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O PODER DO NETWORKING

De acordo com Jeffrey Gitomer, autor de A Bíblia de Vendas, “fazer contatos é mera questão de ser amigável, de ter capacidade para se entrosar e de estar disposto a dar algo de valor primeiro”. Quando você conseguir combinar esses três atributos, terá descoberto o segredo que há por trás dos poderosos contatos que levam a relacionamentos ainda mais valiosos.

De fato, no mundo dos negócios, as pessoas preferem fazer negócios com amigos, portanto, para galgar a escada do sucesso, muito mais do que estratégia, novas técnicas e formação educacional, você precisa mesmo é de amigos. E amigos de verdade, independentemente do grau de interesse, vão querer ajudá-lo sempre, por toda a vida.

Isso funciona muito bem entre turcos, libaneses, gregos, japoneses e judeus, basta observar. Você já testemunhou alguém dessa origem pedindo esmolas no sinaleiro? De uma forma ou de outra, eles estão sempre se ajudando, além de levantar cedo, não ter vergonha de ir para trás do balcão para vender roupas, fritar pastel ou ainda colher alfaces às cinco da manhã para vender na feira.

Em geral eles são muito unidos e, por ter vivido uma experiência amarga no passado – por conta de guerras, distanciamento da terra natal e perseguições de toda ordem – sabem que a união é um dos pilares da sobrevivência e também da prosperidade. Nós, brasileiros, por razões históricas, somos muito individualistas e acabamos competindo conosco mesmo e nunca tivemos uma cultura voltada para a união e o bom relacionamento. Em geral, temos dificuldades enormes de aplaudir o sucesso alheio, de ajudar e de torcer pelos amigos.

A questão é: até que ponto seus contatos são bons e podem ajudá-lo a subir na escada da vida? Eu, por exemplo, conheci um bocado de gente durante a minha trajetória de vida pessoal e profissional, nas empresas onde trabalhei, nas universidades onde lecionei e durante as palestras em que ministrei. Entretanto, se alguém me perguntar quão importante isso foi para estabelecer um relacionamento duradouro, creio que somente o tempo poderá responder a essa pergunta.

Quando você está tentando estabelecer contatos sólidos e duradouros, você deve estar disposto a oferecer algo de valor primeiro. Como fazer isso? Toda vez que encontrar alguém, em vez de ficar paparicando e tecendo elogios falsos simplesmente para agradar, disponha-se a ouvir mais e a ajudar de alguma forma. Pergunte sempre: como é que você pode fazer com que a pessoa se sinta bem depois de um simples contato contigo?

Essa simples lição faz você crescer em todos os sentidos. Fazer com que os outros se sintam bem, estar disposto a ajudá-los mediante um simples conselho e oferecer algo de valor sem pretensão de ganhar algo em troca é uma poderosa forma de ampliar o seu networking. Esse é um dos motivos pelo qual eu adotei o firme propósito de escrever e enviar uma mensagem de valor para milhares de pessoas semanalmente.

Penso que quanto mais pessoas estiverem afinadas com a minha forma de pensar e de agir, maior o meu nível de relacionamento e o número de contatos sólidos estabelecidos. Não faço isso toda semana para ganhar dinheiro e ficar rico, mas para que minhas mensagens sejam lidas no Brasil inteiro. De alguma forma, penso que o meu nível de relacionamento vai melhorar a cada dia. Leva tempo para construir uma boa rede de contatos.

Para Charlie “Tremendous” Jones, “a diferença entre sua situação atual e sua situação daqui a um ano será determinada pelas pessoas que você conhece e pelos livros que você lê.” Com base nisso, tenha em mente o seguinte: a questão não é apenas quem você conhece, mas quem, de fato, conhece você. Criar valor para as pessoas na vida e no trabalho é também criar referência. Ser referência para os amigos e para os negócios é uma excelente maneira de aumentar o poder do seu networking.

Uma pergunta fundamental: como é que você gostaria de ser lembrado com freqüência? Como alguém que reclama ou alguém que resolve problemas, atrai coisas boas e gera valor para as pessoas ao seu redor? Quando você procura agregar valor ao mundo, as pessoas que fazem parte do seu círculo de relacionamentos são afetadas positivamente. Pode levar tempo, mas um dia elas acabam te dizendo isso, o que, por si só, compensa todo o esforço.

Proporcionar valor às pessoas significa, antes de tudo, oferecer primeiro antes de pedir. Em outras palavras, significa ajudar os outros para que, um dia, quando necessário, eles também se sintam inclinados a ajudá-lo. Nesse sentido, você precisa estabelecer um terreno comum, uma forma de aproximação com a pessoa que você deseja ter no seu círculo de relacionamentos. A melhor forma de fazer isso é oferecer valor primeiro.

Empregos, oportunidades de negócios, coisas boas em geral, surgem para aqueles que possuem elevado grau de relacionamento. Não adianta se rebelar contra isso. Por mais que você trabalhe, estude e se esforce, lembre-se de que a maioria das vagas disponíveis nas empresas é preenchida através de networking, ou seja, por indicação de amigos infiltrados dentro das empresas. O mesmo vale para os negócios.

As coisas que você diz e escreve e as perguntas que você faz combinadas com sua crença, paixão e atitude, são fundamentais para ampliar o seu nível de relacionamento. Confesso que melhorei bastante nesse sentido, mas ainda tenho muito que aprender. Ser conhecido entre amigos, clientes e fornecedores é um pré-requisito valiosíssimo para melhorar o seu networking.

Por fim, deixo aqui algumas dicas que aprendi a utilizar para ampliar o meu networking. Espero que isso o ajude de alguma forma. Leia e não esqueça que adicionar o meu e-mail e o meu site na sua lista de contatos. Não quero perder o contato contigo nos próximos 60 anos. Temos muito em comum e podemos nos ajudar mutuamente.

1. Quanto mais pessoas estiverem afinadas com o seu jeito de pensar e agir, mais chances você terá de ampliar o seu networking;

2. Não tenha medo ou vergonha de estabelecer um contato, mas tenha bom-senso; respeite a privacidade e a agenda de quem você deseja fazer contato;

3. Para fazer amigos e bons contatos, seja simples, sincero, jogue limpo e ofereça algo de valor primeiro;

4. Não se esqueça dos seus amigos de infância, de escola e de faculdade; interesse-se por eles e não perca o contato; o mundo é redondo e um dia você hão de se encontrar novamente;

5. Se você tem o hábito de oferecer algo de valor para pessoas ao seu redor, seguramente elas desejarão fazer parte da sua rede.

Por fim, as palavras de Gitomer encerram a nossa lição de hoje: “coisas boas vem para os que têm paciência e adotam medidas consistentes e persistentes para conseguir o que querem.” Quanto maior for a sua rede de contatos, maior a chance de você obter ajuda e crescer profissionalmente.

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Profissionais Versáteis Fazem a Diferença

Vitor Marques

Você tem medo do novo, receio em enfrentar processos de mudança organizacionais e pessoais, de repensar processos para obter melhores resultados – se suas respostas foram positivas, meu caro você está com um grave problema.

As organizações cada vez mais atualizam seus processos de recrutamento e seleção para identificar novos talentos que tenham no seu perfil características opostas as afirmações do início desse artigo, sim, pois aqueles profissionais que não tem medo de mudanças, não evitam o novo, a cada dia repensam os processos para inovar e dar mais efetividade – estes são os profissionais VERSATÉIS, são estes que tem grande valor para as organizações e acabam sendo disputados a peso de ouro no mercado de trabalho.

Normalmente essas pessoas são extremamente hábeis no processo de adaptação a novas circunstâncias, sejam elas quais forem. Estão sempre preparados para agir positivamente, em idéias ou em ações. Não há problema que os impeça de agir positivamente.

São profissionais do tipo que ao apresentar um problema a administração da empresa o fazem com o acompanhamento de no mínimo uma solução, balizada em todas as variáveis possíveis para ser implantado, normalmente já acompanhada do início de ações corretivas. São agentes transformadores do clima interno, motivam seus colegas a irem em frente, a buscar alternativas.


O significado da palavra versátil em nossos dicionários é: aquele que se vira; que é capaz de mudar; que se adapta às várias circunstâncias.


Estas definições por si só determinam as qualidades que um profissional com essa característica deve possuir e o mais importante, dá um caminho para seu desenvolvimento, pois entendo que a versatilidade possa ser desenvolvida, pois todos nascemos versáteis.

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Como Fazer um Bom Marketing Pessoal

Wagner Campos

Certamente isso já fez parte de sua vida ou você já presenciou situações em que apesar de fazer tudo certo, alguém que tinha a mesma função dentro da empresa e exercia as mesmas atividades ou responsabilidades foi promovido, conseguiu aumentos salariais e freqüentemente é citado como exemplo, enquanto você nem ao menos é lembrado, e às vezes sente-se desvalorizado e sem reconhecimento.

Sinto-me na obrigação de dizer que o grande culpado por isso tudo pode ser você mesmo. Exceções à parte, o que provavelmente esteja ocorrendo é a falta de seu marketing pessoal. E o que é isso?

Quando falamos de um produto, sabemos que existem esforços para que ele seja notado, apreciado e adquirido. São os esforços de marketing. Meios que visam potencializar as vendas dos produtos, utilizando a divulgação através da promoção, propaganda, embalagem etc.

O marketing pessoal é a mesma coisa, porém em benefício de sua própria carreira. É fazer-se notado! Não simplesmente ser notado, mas ser notado por suas qualidades, habilidades e competências. Não é ser o chamado “puxa- saco”.

Ser notado desnecessariamente e por suas “aparições” tolas é péssimo, uma vez que será lembrado, com freqüência, que não é um bom profissional. Neste caso, aquele ditado: “falem mal, mas falem de mim” não é um bom lema, uma vez que falar mal significa comentar que você não é a pessoa ou o profissional ideal.

Então, o que devemos fazer para termos um bom marketing pessoal e sermos reconhecidos e valorizados, obtendo assim o sucesso e a realização profissional?

Seguem algumas dicas:

1. Você deve ter liderança, desenvolvendo assim habilidades de influenciar pessoas e ser um formador de opinião.

2. Deve transmitir confiança aos seus chefes e companheiros de trabalho. Deve ser a pessoa que todos sabem que se algo precisa ser bem feito, tem que ser feito por você.

3. Precisa saber o que está fazendo e porque está fazendo. Fuja de fazer apenas algo que mandam fazer, sem saber do que se trata. Diferencie-se, torne-se um especialista em suas atividades e o motivo para a execução delas.

4. Saiba trabalhar em equipe e administrar conflitos. Mesmo que você tenha mais habilidades em determinadas atividades, colabore para o desenvolvimento de seus colegas de trabalho. Afinal, uma equipe coesa produz mais, melhor e com maior satisfação.

5. Saiba valorizar seu trabalho e apresente bons resultados. Tenha uma boa visibilidade. Sempre que tiver oportunidade, além dos resultados apresente seus projetos e idéias, mesmo que informalmente.

6. Seja uma pessoa otimista e bem-humorada. Ninguém gosta de rabugentos, aqueles profissionais cuja presença faz murchar até o pequeno cacto ao lado da mesa. Pessoas otimistas e bem humoradas proporcionam um ambiente agradável e irradiam bem- estar a todos à sua volta.

7. Faça um bom planejamento de onde pretende chegar. Qual situação que almeja profissionalmente, e tenha paciência. Tudo acontecerá ao seu tempo desde que, obviamente, você direcione seus esforços para realizar-se, conforme o planejado.

E lembre-se: se estiver participando de um processo seletivo ou de seu primeiro emprego através de um estágio, saiba o que você pode oferecer para a empresa. Não vá para aprender, mas para contribuir. A empresa quer resultados e não é uma escola. Com certeza você aprenderá muito na organização e obterá excelentes experiências, mas isso deverá ser conseqüência de seu trabalho e não apenas um processo de aprendizado.

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